- Junglekeepers, liderado por Paul Rosolie e Juan Julio Durand, protege 47 mil hectares da bacia Las Piedras e mira ampliar para cerca de 121 mil hectares para virar parque nacional.
- A organização atua na proteção de uma floresta primordial da região, enfrentando a invasão de narcotraficantes e contando com apoio das autoridades peruanas.
- O livro Junglekeepers: What It Takes to Change the World narra a trajetória de Rosolie, que passou de estudante a liderança de uma ONG multimilionária; a obra figuou na lista de best-sellers do The New York Times.
- Há relatos sobre os Nomoles, povos Mashco Piro semi-contatados, com debates sobre manter ou ampliar o contato, sempre buscando proteger a terra e as comunidades locais.
- A estratégia envolve compra de terras antes que haja exploração, transformar trabalhadores locais em guardas, e fortalecer parcerias com comunidades indígenas e com a polícia para conter garimpo, logging e tráfico de drogas; a base de apoiadores cresceu para mil assinantes mensais.
Paul Rosolie, empreendedor e jornalista ambiental, descreve a trajetória que o levou de estudante a líder da ONG Junglekeepers, com foco na proteção do trecho ocidental da floresta amazônica, especialmente a região de Las Piedras, na Amazônia peruana.
A parceria com Juan Julio Durand, integrante dos povos Infierno, deu início a ações de conservação diante da abertura de estradas na região. O trabalho rendeu o livro Junglekeepers e levou Rosolie a virar referência na pauta de preservação.
O projeto busca proteger uma área de 300 mil acres (aproximadamente 121 mil hectares) e transformá-la em parque nacional. Hoje, a ONG já protege cerca de 47 mil hectares da bacia do Las Piedras, segundo Rosolie.
A abordagem da Junglekeepers envolve comprar terras antes de serem desmatadas e empregar moradores locais como guardas-guardiões. O objetivo é conservar a floresta primária e sustentar comunidades indígenas.
A obra recente de Rosolie, publicada nos Estados Unidos, caiu na lista de best sellers do The New York Times. O texto acompanha a ascensão do ambientalista desde a adolescência até os dias atuais.
Entre os desafios, o tráfico de drogas tem infiltrado a região, aumentando o risco para comunidades indígenas e para a equipe da Junglekeepers. A ONG tem trabalhado em parceria com a polícia peruana para enfrentar o problema.
O projeto também aborda a relação com tribos não contactadas, como Mashco Piro, atualmente denominadas Nomoles. A ONG utiliza avaliações éticas para gerir o contato de forma responsável, envolvendo comunidades locais.
Rosolie afirma que o caminho envolve dilemas sobre contato com tribos não contactadas. A organização tenta equilibrar proteção ambiental com respeito às escolhas das comunidades locais.
Segundo o fundador, o esforço só é possível com apoio de autoridades, rangers locais e redes de doadores. A Junglekeepers tem desenvolvido estratégias de financiamento para ampliar a área protegida.
A reportagem entrevistou Rosolie para entender a visão sobre o papel dos uncontacted tribes, a infiltração de atividades ilícitas e as perspectivas de expansão da área protegida na região.
A Junglekeepers também destaca avanços na documentação científica da fauna, incluindo estudos sobre espécies como jacarés e borboletas, que acompanham as inventories da bacia hidrográfica.
A organização aponta que a proteção da floresta beneficia não apenas a biodiversidade, mas também comunidades que dependem do rio para pesca e subsistência. A meta é ampliar a área protegida para chegar a 300 mil acres.
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