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Açores evitam proposta de derrubar zonas de pesca na nova grande rede de AMP

Parlamento dos Açores mantém proibição de pesca em áreas totalmente protegidas da maior rede de áreas marinhas protegidas do Atlântico Norte

Sperm whale (Physeter macrocephalus); the species is one of 19 cetacean species that spend time in the Azores.
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  • A rede de Áreas Marinhas Protegidas dos Açores cobre 30% das águas da região, em torno de 287 mil km², com duas categorias de proteção dentro de 63 MPAs.
  • Metade da rede é composta por zonas de proteção integral, onde não há atividades extrativas; no restante, áreas de proteção mais alta permitem atividades de baixo impacto.
  • Em 15 de janeiro, o Parlamento dos Açores manteve a proibição de pesca nas áreas de proteção integral, encerrando a tentativa de abrir parte dessas áreas à pesca de atum com vara e linha.
  • A decisão provocou reações diversas: associações de pescadores avaliam negativamente o acordo político, enquanto defensores da conservação destacam a integridade das áreas protegidas.
  • O governo destinou 10 milhões de euros do Fundo Ambiental para mitigar impactos econômicos, mas entidades do setor consideram o valor inadequado frente aos cerca de 42 milhões de euros anuais de receita da pesca.

O arquipélago dos Açores ganhou, no início deste ano, uma rede de Áreas Marinhas Protegidas (AMPs) que cobre 30% de suas águas, equivalentes a 287 mil km². A medida entrou em vigor em 1º de janeiro e consolida zonas de proteção, com áreas de alto nível de proteção inteiramente sem atividades extrativas.

No porto de São Mateus, em Terceira, o pescador Emanuel Alves, 64 anos, viu-se obrigado a retirar o barco da água com a chegada do inverno. Ele questionou o que poderá ser pescado na região diante das novas regras, em meio a um cenário de mudanças perceptíveis para a atividade pesqueira local.

A rede de AMPs é a maior do Atlântico Norte, resultado de uma iniciativa iniciada em 2019 pela Blue Azores, parceria entre o governo regional, a Waitt Institute (EUA) e a OceanBlue Foundation (Portugal). O objetivo é proteger espécies, habitats e ecossistemas marinhos presentes na região.

Aprovação e mudanças regulatórias

Em 15 de janeiro, o Parlamento dos Açores manteve a proibição de pesca dentro das áreas totalmente protegidas, correspondentes a metade da rede. A decisão encerrou tentativas anteriores de abrir zonas cruciais para a pesca de atum com vara e linha, propostas por o PS.

A forma final da norma, aprovada por uma ampla maioria, permite a prática de pesca com vara e linha apenas nas áreas altamente protegidas, sob regras específicas. Pesca de outras espécies permanece restrita nas zonas de proteção elevada.

Implicações para a pesca e o ecossistema

A decisão recebeu críticas de associações de pescadores, que veem o acordo como insuficiente para mitigar impactos econômicos. A Federação das Pescas dos Açores afirmou que o setor está descontente com o acordo e com o formato da votação.

Segundo a associação ambiental ZERO, a decisão é histórica por preservar integralmente as áreas protegidas, evitando precedentes que comprometam recursos marinhos. Pesquisadores ressaltam a importância da fiscalização para assegurar o cumprimento das regras.

O governo português anunciou aporte financeiro de 10 milhões de euros do Fundo Ambiental para mitigar impactos às comunidades pesqueiras, distribuídos nos próximos três anos. Representantes do setor divergem sobre a insuficiência do valor em comparação com a atividade anual da região.

Perspectivas de implementação

Especialistas indicam que o desafio passa pela monitorização e enforcing das regras. A direção de proteção marinha sinalizou a intenção de ampliar recursos de vigilância, possivelmente com satélite, drones e radares, para coibir atividades indevidas.

A rede de AMPs dos Açores abrange 63 áreas, com critérios de proteção distintos: zonas de proteção integral, sem atividades extrativas, e zonas de proteção elevada que admitem atividades de baixo impacto. O objetivo é equilibrar conservação e uso sustentável dos recursos marinhos.

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