- 158 tartarugas gigantes criadas em cativeiro foram soltas na ilha Floreana, pela primeira vez em cerca de 180 anos.
- a ação faz parte do Floreana Ecological Restoration Project, liderado pela Galápagos National Park Directorate.
- a reintrodução ocorreu após programa de back-breeding iniciado em 2017, após cientistas encontrarem tartarugas com ancestralidade de Floreana na ilha Isabela.
- a espécie nativa de Floreana, Chelonoidis niger niger, foi extinta na década de 1840 por chegada de marinheiros durante longas viagens.
- as tartarugas são consideradas “engenheiras de ecossistemas” por moldarem paisagens, contribuindo para a restauração de ecossistemas degradados.
Giant tortoises retornam à ilha Floreana, nas Galápagos, pela primeira vez em cerca de 180 anos. 158 jovens capturados e criados em cativeiro foram soltos na ilha, em um marco considerado crucial por conservacionistas.
O episódio integra o Floreana Ecological Restoration Project, conduzido pela Dirección del Parque Nacional Galápagos. A iniciativa busca restaurar ecossistemas ao reintroduzir espécies-chave que estavam ausentes.
A reintrodução ocorre após um programa de “back-breeding” iniciado em 2017, quando cientistas detectaram traços de ancestralidade da espécie na ilha vizinha Isabela. O objetivo é recuperar a linhagem da subespécie Chelonoidis niger niger.
Historicamente, a espécie nativa de Floreana foi extinta na década de 1840, após saque de muitos exemplares por marinheiros em viagens longas. A restauração visa reparar parte desse impacto histórico.
Segundo a Galápagos Conservation Trust (GCT), o retorno de 158 tartarugas é um marco significativo para Floreana. A organização lembra que o feito envolve colaboração entre cientistas, instituições de conservação e a comunidade local.
A chefe executiva da GCT, Drª Jen Jones, descreveu o momento como emocionante e ressaltou a validação de duas décadas de parcerias entre diferentes atores envolvidos no projeto.
A descoberta de tartarugas com ancestrais de Floreana ocorreu em Wolf Volcano, na ilha Isabela, em 2008. A partir disso, 23 tartarugas híbridas com maior afinidade genética foram selecionadas para reprodução em cativeiro na ilha Santa Cruz.
Até 2025, mais de 600 filhotes haviam sido gerados, com centenas já em tamanho suficiente para sobreviver no ambiente natural. A iniciativa enfatiza o papel dos quelônios como “engenheiros de ecossistemas”.
A organização destaca que as tartarugas desempenham função expressiva na restauração de ecossistemas degradados, influenciando a paisagem e o equilíbrio local.
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