- For the first time in quase duzentos anos, jabutis gigantes voltaram a circular pela Ilha Floreana, nas Galápagos, marco de conservação.
- No dia 20 de fevereiro, 156 jabutis em perigo foram soltos em Floreana, originários de descendentes de uma população do Wolf Volcano, na ilha Isabela.
- A ligação genética entre os animais de Wolf e fósseis encontrados em cavernas em Floreana confirmou a presença de DNA ancestral na população de Wolf.
- A origem de como os jabutis chegaram ao Wolf Volcano permanece incerta; pode ter sido levado por correntes oceânicas ou por navios de caça à baleia.
- O programa de reintrodução usa uma população híbrida para estabelecer o retorno à ilha, com monitoramento de saúde e adaptação—e não se espera que haja reprodução até cerca de 25 anos.
- A restauração em Floreana faz parte de um esforço mais amplo, que inclui a erradicação de ratos em 2025, retorno do ralho-galápago e planos para reintroduzir outras espécies extirpadas.
As tartarugas gigantes voltaram a circular pela Ilha Floreana, no arquipélago de Galápagos, pela primeira vez em quase dois séculos. A instalação de um programa de criação e a reintrodução ocorreram após evidências de parentesco genético com animais extintos na ilha natal.
Tartarugas trazidas de Wolf Volcano, na Ilha Isabela, foram utilizadas para criar uma população híbrida apta à reintrodução. O objetivo é restaurar processos ecológicos ausentes desde a extinção local ocorrida há cerca de 180 anos.
Em 20 de fevereiro, 156 tartarugas, entre 10 e 13 anos, foram liberadas em Floreana com apoio de moradores e de uma rede de parceiros. A expectativa é que atinjam a maturidade sexual por volta dos 25 anos, tornando a população autossustentável com o tempo.
Objetivo da iniciativa
A reintrodução é parte de um projeto de restauração abrangente em Floreana. O esforço busca recuperar a capacidade de dispersão de sementes, modelar a vegetação e criar microhabitats que favoreçam a regeneração do ecossistema.
Becker, executiva da Island Conservation, destaca que o monitoramento acompanhará a saúde das tartarugas e o progresso da adaptação ao habitat. Ajustes de manejo serão realizados ao longo do tempo para aumentar as chances de sucesso.
Impacto ecológico esperado
As tartarugas atuam como engenheiras de ecossistemas. Ao influenciar paisagens, compartilhar nutrientes com aves marinhas e favorecer comunidades de plantas, podem impulsionar redes alimentares e a saúde de recifes de coral próximos.
Rakan Zahawi, diretor executivo da Fundação Darwin, aponta que a presença dessas tartarugas deve ampliar habitats de ninhos de aves marinhas e contribuir para uma dinâmica circular entre terra e mar.
Contexto de restauração local
O retorno das tartarugas acontece em meio a esforços já em curso em Floreana, como a erradicação de ratos concluída em 2025 e o retorno de outras espécies, incluindo o ralegal Galápagos e a fincha vegetariana, com planos para futuras reintroduções.
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