- Centenas de aves marinhas mortas ou moribundas, incluindo puffins, guillemots e razorbills, aparecem em praias britânicas após fortes tempestades de inverno.
- França e Espanha registram números ainda maiores, com mais de vinte mil avistamentos de aves encalhadas desde 1 de fevereiro, principalmente puffins.
- A RSPB classifica o episódio como um possível “wreck” de aves marinhas, uma mortandade em massa causada por tempestades que deixam os animais exaustos ou famintos.
- Dados de Cornwall indicam mais de 270 puffins mortos nas praias da região este ano, com relatos de aves mortas também na Escócia e no nordeste da Inglaterra.
- Autoridades pedem não tocar em aves mortas encontradas, e incentivam a denunciar ocorrências para o Defra/BirdTrack para coleta, testes e monitoramento.
Seas em tempestade deixam centenas de aves marinhas mortas ou gravemente feridas nas praias britânicas, segundo organizações de conservação. Puffins, queilotes e razorbills aparecem entre as espécies mais afetadas, após o inverno rigoroso.
A contagem pode ser muito maior do que os relatos oficiais, já que grande parte dos aves que morrem no mar não é encontrada. Em França e Espanha, onde muitas aves que nidificam no Reino Unido passam o inverno, o saldo é ainda mais alarmante.
Desdobramentos por país
Na França, a principal instituição de proteção de aves aponta mais de 20 mil encalhes desde 1º de fevereiro, com a maioria sendo puffins. Na Cornualha, Inglaterra, o Cornwall Wildlife Trust registrou mais de 270 puffins mortos apenas em praias da região neste ano, com relatos também na Escócia e no Nordeste da Inglaterra.
As organizações ressaltam que o episódio pode representar um dos maiores “wrecks” de aves marinhas da história recente europeia. O fenômeno é atribuído às séries de tempestades brutais que atingiram a costa atlântica desde janeiro.
Causas e respostas
As autoridades associam as mortes aos temporais Goretti, Ingrid e Chandra, que provocaram inundações e dificuldades de alimentação para as aves. O impacto total sobre as populações britânicas só será conhecido quando as aves retornarem aos locais de reprodução.
Dados da Red List de Conservação de Aves indicam que, dos 25 espécies de aves marinhas que se reproduzem no Reino Unido, 10 estão na lista de risco, incluindo puffins e parceiros como a kittiwake. Em França, França e Espanha registram milhares de encalhes, com grande parte dos casos envolvendo puffins.
O que serviços e especialistas dizem
A diretora de conservação da RSPB enfatiza a fragilidade das aves marinhas e a necessidade de aumentar a resiliência das populações frente a eventos imprevisíveis. A organização também pede melhorias na gestão da pesca, maior proteção de áreas marinhas, e cuidado com projetos de energia eólica offshore para evitar áreas sensíveis.
Respostas de centros de resgate franceses têm sido intensas, com transferências de aves entre unidades para liberar capacidade. Analistas apontam que populações de reprodução no Reino Unido e Norte da Europa devem ter enfrentado longos períodos no mar antes de retornar às costas.
Caso alguém encontre uma ave silvestre morta, a orientação é não tocar e reportar imediatamente aos órgãos competentes para coleta e testes, além de registrar avistamentos em sistemas de monitoramento.
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