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EPA de Trump reverte regra sobre mercúrio em usinas a carvão

EPA dos EUA afrouxa normas de mercúrio e toxinas em usinas a carvão, apontando aumento de custos de saúde e risco para os grupos mais vulneráveis

A refinery in Baytown, Texas, on 26 January 2026.
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  • A EPA de Trump anunciou a revogação das regras de qualidade do ar para usinas a carvão, flexibilizando os padrões de mercúrio e toxinas perigosas, em um evento no Kentucky.
  • Grupos ambientais dizem que afrouxar esses padrões aumentará custos relacionados à saúde, afetando grupos mais vulneráveis.
  • A norma Mats, atualizada em 2012 durante a gestão Obama, procurava reduzir poluição de mercúrio em 70% e metais tóxicos em dois terços, gerando economia de até US$ 420 milhões em custos de saúde até 2037.
  • A EPA afirma que a regra de 2012 oferece margem de segurança suficiente e que as mudanças propostas de 2024 seriam mais custosas do que benéficas.
  • Usinas a carvão respondem por menos de vinte por cento da eletricidade dos EUA; até então, muitas estavam sendo desativadas ou mantidas abertas para atender à demanda crescente de energia.

O EPA do governo Trump anunciou nesta sexta-feira a revogação de regras ambientais que limitavam o mercúrio e outras toxinas perigosas emitidas por usinas de carvão. O ato foi apresentado em um evento no Kentucky e, segundo a administração, visa ampliar a geração de energia baseload diante da expansão de data centers para IA. Organizações de defesa ambiental dizem que reduzir normas de poluentes prejudicará a saúde, especialmente de grupos vulneráveis.

O fim do Mercury and Air Toxics Standards (Mats), criado em 2012 durante o governo Obama, é visto pela administração como um alívio de custos para concessionárias com usinas mais antigas, enquanto a demanda por energia cresce com o uso de IA. O Mats, porém, já havia sido mantido em vigor após a Suprema Corte negarem suspensão em meio a ações judiciais de estados e setor privado.

Segundo dados defendidos pela EDF, o Mats reduziria em 70% a poluição por mercúrio e em cerca de dois terços as emissões de níquel, chumbo e arsênico, gerando, até 2037, economias de saúde estimadas em 420 milhões de dólares. O EPA afirma que a regra de 2012 traz margem de segurança suficiente para a saúde pública e que as novas adições propostas não compensariam os custos.

Mudanças regulatórias e impactos

As concessionárias vinham desativando geradores a carvão mais antigos, fontes relevantes de mercúrio e de emissões de carbono, em meio a pressões por maior disponibilidade de energia. O governo Trump tenta reduzir entraves para atender a demanda provocada pela IA e pelos grandes centros de dados, reiterando a necessidade de resiliência energética.

No contexto, o governo anunciou ainda que, no ano passado, declarou uma “emergência energética” para manter ativos de carvão em operação. Em outra frente, a EPA revogou uma determinação de riscos para as emissões de gases de efeito estufa, enquanto a Casa Branca orientou o Pentágono a adquirir energia de usinas a carvão para uso militar.

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