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Banco de genes de corais na Tailândia busca ganhar tempo para recifes em risco

Banco vivo de genes de coral na Tailândia tenta comprar tempo para restauração de recifes, preservando larvas e algas sob criopreservação

Scientists at work against a backdrop of lab glassware.
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  • Pesquisadores na Phuket Rajabhat University, no sul da Tailândia, criopreservam larvas de coral e algas simbióticas para facilitar restauração futura.
  • O projeto, ligado à plataforma CORDAP, busca criar um “repositório vivo” que funcione como uma semente para restauração de recife.
  • Os recifes da Tailândia seguem sob pressão de mudanças climáticas, turismo intenso e desenvolvimento costeiro, com eventos de branqueamento entre 2022 e início de 2024 reduzindo a complexidade estrutural.
  • A ideia é preservar diversidade genética de corais, incluindo espécies de crescimento lento e rápido, para sustentar restauração diante de um oceano mais quente.
  • Especialistas ressaltam que a criopreservação é útil, mas não solução única; é preciso combinar com conservação no mundo real e ações para melhorar qualidade da água, turismo responsável e manejo costeiro.

Na universidade Phuket Rajabhat, no sul da Tailândia, a pesquisadora Preeyanuch Thongpoo dirige uma linha de cryopreservação que busca o mínimo de tempo perdido entre a ameaça de extinção e a recuperação de recifes. Em -196°C, frascos com algas simbióticas vitais ficam suspensos em nitrogênio líquido, mantendo sementes vivas para restauração futura.

A equipe concentra-se no crivo de algas da família Symbiodiniaceae, verosselhas ao coral-peloroso Pocillopora. Também estão preservadas as larvas do próprio coral, que se destaca por recolonizar áreas atingidas pelo calor extremo. A iniciativa faz parte da plataforma Coral Research & Development Accelerator Platform (CORDAP).

O que está em jogo

O bioma marinho tailandês enfrenta pressões globais e locais. Pesquisas recentes mostram perda de complexidade estrutural e alterações na composição de espécies, resultado de eventos de aquecimento entre 2022 e 2024, com agravamento previsto para 2025. Turismo, desenvolvimento costeiro e polluição agravam o desgaste dos recifes.

Onde e como ocorre o esforço

O laboratório de cryopreservação foi inaugurado em junho de 2025 na Phuket Rajabhat University. A meta é criar um “banco de sementes vivo” capaz de apoiar restaurações futuras quando as condições no ambiente natural se tornarem adversas. O projeto tem apoio da iniciativa regional de conservação.

Chiahsin Lin, pesquisador taiwanês, atua no treinamento de cientistas da região em técnicas de criopreservação. Ele descreve os bancos como conservação ex-situ, que fornecem ferramentas para a restauração quando as condições melhorarem. Preeyanuch enfatiza a necessidade de um acervo genético amplo para futuras intervenções.

Desafios técnicos e o papel da comunidade

Especialistas observam que a criopreservação não resolve tudo. A preservação de cada espécie envolve desafios específicos, e o progresso é gradual diante do ritmo acelerado de degradação dos recifes. A cooperação regional e o suporte governamental são vistos como essenciais.

Além de laboratórios, comunidades costeiras ganham importância. Grupos em províncias como Chumphon e Ranong já atuam na conservação e monitoramento, formando uma abordagem prática para proteção marinha. A ideia é unir ação local a metas globais de conservação.

Visão de longo prazo e limitações

Especialistas ressaltam que o banco de criopreservação é uma peça do quebra-cabeça, não uma solução única. Ressaltam que a saúde dos oceanos depende de ações reais de conservação, como melhoria da qualidade da água, redução de impactos do turismo e manejo local de áreas marinhas.

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