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Startups de reciclagem testam soluções privadas para o lixo em Lagos

Startups de reciclagem em Lagos tentam ampliar a coleta privada, mas fiscalização desigual mantém a reciclagem abaixo de quarenta por cento

A woman standing in a street carries a basin filled with a colourful variety of plastic bottles while in the background there are busy stalls and shoppers in the street. Image by Elliot Ovadje via Flickr.
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  • Lagos gera cerca de 5,5 milhões de toneladas de rejeitos sólidos por ano; o sistema formal cobre menos da metade, com muita resíduos a céu aberto.
  • Estima-se que aproximadamente 40% desses resíduos sejam recicláveis, mas somente uma parte é recuperada.
  • Pakam Technology Limited busca ampliar a coleta de recicláveis na cidade, com 18 mil pessoas já usando o aplicativo para agendar coletas.
  • A companhia informa ter recuperado mais de 170 mil toneladas de resíduos recicláveis desde 2021; a coleta acontece via rede de coletores que transportam o material para hubs de agregação.
  • Desafios incluem remuneração baixa dos coletores, fiscalização desigual das normas e desentendimentos com moradores, além de custos operacionais elevados que atrapalham o setor de reciclagem.

Nos submitiram relatos de uma operação privada em Lagos que tenta ampliar a coleta de materiais recicláveis na cidade. A iniciativa Earn-As-You-Waste, criada pela Pakam Technology Limited, remunera moradores por entregar resíduos recicláveis a uma rede de coletores parceira. A meta é ampliar a reciclagem em uma megalópole com cerca de 20 milhões de habitantes regionais.

Segundo dados oficiais, Lagos gera aproximadamente 5,5 milhões de toneladas de lixo sólido por ano, com menos da metade atendida pelo sistema formal de gestão. Estima-se que cerca de 40% dessa sujeira seja reciclável, porém a taxa de recuperação fica em torno de 12% da produção total, segundo estudos de 2024.

Os coletores cadastrados pela Pakam utilizam um aplicativo para agendar coletas, sortear materiais e registrar o peso. Depois, o material é encaminhado a um hub de agregação em Maryland, a cerca de 10 quilômetros de Ojuelegba, para triagem antes de chegar a recicladoras.

From street pickup to sorting hub

A atuação acontece em áreas densas como Ojuelegba, com desafios de tráfego, ruas estreitas e caminhões de entrega disputando espaço. Adeolu, que busca trabalho há meses, participa do programa Earn-As-You-Waste, recebendo pagamentos com base no tipo e peso de cada material.

Pelo aplicativo, moradores podem calcular o valor recebido por quilo de plástico, alumínio ou papelão. Em média, famílias produzem entre US$ 18 e US$ 35 semanais em recicláveis, segundo a Pakam. Os pagamentos variam conforme a demanda e o volume recolhido.

Alguns residentes relatam desinteresse quando o retorno não corresponde às expectativas. Outros acusam usuários de fraude quando grandes operadores contratam diretamente famílias próximas a eles. A Pakam afirma que a precificação é baseada em tarifas fixas por tipo de material.

Realidade e perspectivas

Rita Idehai, de Ecobarter e presidente da Associação de Recicladores da Nigéria, destaca que grande parte do lixo de Lagos poderia ser reciclada ou compostada, se houvesse maior conscientização e infraestrutura. Ela aponta regulamentações inconsistentes como entrave ao desempenho do setor.

Idehai afirma que políticas, como proibição de plásticos de uso único e exigência de classificação por tipo de resíduo, foram anunciadas, mas nem sempre aplicadas de maneira uniforme. A inflação recente também eleva custos de operações e leva alguns recicladores a retraírem atividades.

Apesar dos obstáculos, Adeolu e outros coletores seguem atuando, motivados por reconhecer que o lixo pode significar renda. Ele conta que recebe ligações diárias de moradores pedindo coleta de resíduos. A Pakam continua defendendo a ampliação do acesso à reciclagem como forma de melhoria ambiental e de empregabilidade.

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