- O projeto de lei define animais equinos — incluindo cavalos, burros e mulas — como animais de estimação, tornando ilegal matá-los.
- O texto, elaborado pela deputada Michela Vittoria Brambilla e apoiado pela oposição, prevê pena de até três anos de prisão e multa de até €100,000 pelo abate de equídeos.
- A proposta também estabelece microchip obrigatório, um sistema nacional de monitoramento e um fundo de €6m para ajudar criadores a adaptar seus negócios.
- Brambilla afirma que é uma oportunidade de transformação cultural; integrantes da coalizão governista divergem sobre o alcance da medida.
- Críticos argumentam que a medida despreza tradições gastronômicas regionais e pode afetar a economia local; pesquisa mostra que 83% dos italianos não consomem carne de cavalo, 17% consomem pelo menos uma vez ao mês.
O projeto de lei que define equinos – incluindo cavalos, burros e mulas – como animais de estimação pode, se aprovado, tornar ilegal sua matança para consumo na Itália. O texto foi elaborado pela congressista Michela Vittoria Brambilla, do movimento Noi Moderati, parte da coalizão do governo, com apoio da oposição. A iniciativa prevê punições de até três anos de prisão e multas de até 100 mil euros para o abate de equídeos.
O projeto também propõe microchipagem obrigatória e um sistema de monitoramento nacional, além de um fundo de 6 milhões de euros para ajudar criadores a adaptar seus negócios. Brambilla ressalta a necessidade de uma mudança cultural no país, onde animais são explorados de várias formas.
Críticas surgem de aliados da coalizão, com alguns membros defendendo preservar tradições culinárias regionais. O ex-ministro Gian Marco Centinaio e o deputado Dario Damiani argumentam que a proibição pode apagar parte da história gastronômica italiana e impactar cadeias econômicas locais.
Dados de pesquisas indicam que a alimentação de carne de cavalo tem diminuído. Em levantamento recente, 83% dos italianos afirmaram não consumir carne de cavalo, enquanto 17% declararam comer pelo menos uma vez por mês.
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