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Caça de cervos facilitada na Inglaterra para proteger bosques

Reino Unido autoriza proprietários a abater veados para proteger florestas e safras, com planos de manejo e metas de recuperação de florestas até 43 mil hectares

Red deer stag stands between silver birch trees, turning towards the camera. His wide antlers are framed between the tree trunks.
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  • O governo britânico quer facilitar a prática de abate de cervídeos por proprietários e arrendatários para proteger culturas e propriedades.
  • A medida faz parte de planos para reduzir os danos dos cervídeos às florestas na Inglaterra, onde não há predadores naturais.
  • Quatro espécies não nativas — muntjac, cervo-água chinês, fallow e sika — foram introduzidas, enquanto apenas o cervo vermelho e o cervo-dos-roures são nativos.
  • A meta ambiental exige regenerar florestas equivalentes a quarenta e três mil hectares, com 33 por cento das matas em condição não favorável hoje.
  • Entre as mudanças, todos os terrenos públicos geridos terão planos de manejo de cervídeos em até dez anos, com áreas prioritárias para reduções e ajustes no sistema de subsídios para abate, além de avaliação para colocar muntjac, sika e cervo-água chinês na lista de espécies invasoras.

O governo britânico vai propor legislação para permitir que proprietários e inquilinos culem cervídeos a fim de proteger plantações e propriedades. A medida busca mitigar os estragos que os animais causam nas florestas da Inglaterra, segundo a secretária de Meio Ambiente, Emma Reynolds.

De acordo com autoridades, a ausência de predadores naturais facilita a reprodução rápida dos cervídeos. Espécies não nativas como muntjac, cervo-água chinês, veado-mulot e sika estão estabelecidas no país, enquanto apenas o veado vermelho e o cervo-nascente são nativos.

A proposta pretende exigir que todo terreno público ou gerido pelo governo tenha planos de manejo de cervídeos em até 10 anos. Áreas prioritárias com grande população serão identificadas para concentrarem a caça de correção. A estratégia também reformula o sistema de subsídios para permitir o abatimento quando os cervídeos saem das áreas florestais.

Segundo a equipe do Departamento de Meio Ambiente, Alimentação e Assuntos Rurais (Defra), haverá foco na redução da população de muntjac, classificado como espécie invasora. Também haverá avaliação de sika e cervo-água chinês para possível inclusão na lista de espécies invasoras, com objetivos de intervenção rápida.

A ministra da natureza, Mary Creagh, destacou que as árvores nativas e a vida silvestre enfrentam pressão significativa devido aos danos causados pelos cervídeos. A medida busca proteger florestas, apoiar a indústria de madeira local e ampliar o plantio de árvores no país.

Além disso, a depuração de carne de cervídeo será considerada, com avaliação de como inserir a carne no mercado de alimentação. A estratégia contempla notas sobre comercialização do venison e apoio ao setor para reduzir custos de gestão.

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