- A Alcoa pagará à governo australiano um acordo de cerca de $36 milhões (equivalente a $55 milhões de dólares australianos) por desmatamento “ilegal” de florestas ameaçadas sem aprovações entre 2019 e 2025.
- A empresa iniciou a mineração de bauxita sob a Floresta Jarrah do Norte na década de sessenta, e a área vem aumentando, atraindo novas atenções regulatórias.
- O acordo encerra a dúvida sobre se a Alcoa deveria ter isenções de processos ambientais federais, incluindo uma prorrogação de dezoito meses para operar enquanto busca as aprovações.
- O ministro do Meio Ambiente, Murray Watt, disse que é o maior acordo desse tipo já pago no país; a presidente e CEO da Alcoa, William F. Oplinger, afirmou que a empresa busca operações responsáveis.
- Críticas à recuperação ambiental e ao plano de expansão continuam, com milhares de comentários públicos recebidos; a decisão sobre a expansão na WA (Western Australia) ainda depende de avaliação ambiental e deve sair até o fim de 2026.
Alcoa concordou em pagar ao governo australiano um acordo de 36 milhões de dólares por suposta emissão de desmatamento ilegal de trechos de floresta em perigo entre 2019 e 2025, no norte de Jarrah, perto de Perth, na Austrália. A empresa admite histórico de desmatamento sem aprovações.
A gestão da área envolve a mineradora de Pittsburgh, que extrai bauxita para a produção de alumina. A transação, de 55 milhões de dólares australianos, busca encerrar dúvidas sobre vantagens regulatórias concedidas à Alcoa ao longo dos anos.
O acordo prevê uma isenção de 18 meses para operações enquanto a empresa busca as aprovações. O governo da Austrália afirmou que o pagamento marca um passo para modernizar avaliações ambientais.
Contexto ambiental e críticas à gestão
O Север Jarrah é uma região de biodiversidade elevada, com espécies ameaçadas como cacatuas-pretas e marsupiais. A Alcoa mantém programa de recuperação de áreas desmatadas, embora críticos questionem a eficácia.
A empresa sustenta que cumpriu a legislação federal, porém concordou com o pagamento para reconhecer desmatamentos históricos. Reguladores em Western Australia continuam avaliando propostas de ampliação das operações.
A imprensa local já relaciona o caso a investigações sobre impactos ambientais e a relatos de comunidades locais. Em 2025, críticas sobre publicidade de programas de recuperação também ganharam atenção de watchdogs.
A Alcoa informou que a decisão de atualização regulatória busca maior previsibilidade para suas operações e colaboradores. A empresa reforça seu papel na produção de minerais críticos e na economia regional.
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