Em Alta NotíciasPolíticaFutebolAcontecimentos internacionaisEsportes

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

PFAS caem em baleias do Atlântico Norte após fim da fase de eliminação

Baleias piloto do Atlântico Norte registram queda de mais de sessenta por cento nos PFAS legados até dois mil e vinte e três, mas um substituto segue em ascensão

North Atlantic long-finned pilot whales (Globicephala melas) now have 60% lower concentrations of some legacy PFAS than they did a decade ago. Image by Charlie Jackson via Flickr (CC BY 2.0).
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo com amostras de baleias-da-farol de longas barbatanas da ilha de Faroe mostra queda de níveis de PFAS, com redução de mais de sessenta por cento até 2023 em comparação a uma década antes.
  • Os PFAS são substâncias químicas extremamente estáveis usadas desde meados do século passado em itens como panelas antiaderentes e espuma de combate a incêndios.
  • A queda ocorre após fabricantes terem eliminado vários PFAS de cadeia longa no início dos anos dois mil, mas há um atraso causado pela circulação oceânica no Atlântico Norte.
  • Em humanos, os níveis totais de organofluorados não caíram na mesma proporção, e substitutos mais novos parecem se acumular próximo aos pontos de produção.
  • O caso mostra que regulações podem funcionar para reduzir isso em ecossistemas distantes, mas melhorias podem ser parciais se as medidas focarem apenas em substâncias isoladas, em vez da classe de PFAS.

Longa análise de amostras de tecido coletadas entre 1986 e 2023 na Noruega das Ilhas Faroe aponta uma queda expressiva em níveis de PFAS em baleias piloto-de-lombo (Globicephala melas). A redução ultrapassa 60% até 2023, em relação a 1986. A constatação vem de um estudo multidecade que acompanha a contaminação por PFAS no Atlântico Norte.

Os dados indicam que, após o início da fase-out de alguns PFAS de cadeia longa no início dos anos 2000, houve queda gradual nos tecidos das baleias. A demora ocorre devido à lenta circulação de substâncias nas correntes oceânicas até o oceano aberto, mantendo parte do acúmulo existente.

A pesquisa aponta ainda que, embora os compostos legados tenham diminuído, pelo menos um químico substituto seguiu em ascensão no tecido das baleias, ao longo de mais de duas décadas. Isso reflete a tendência de substituição de substâncias proibidas por alternativas semelhantes.

Contexto e implicações

O conjunto de resultados sugere que a regulação pode funcionar para reduzir concentrações de PFAS em ecossistemas remotos e próximos às áreas de produção. Contudo, ganhos ainda são parciais quando a abordagem foca em substâncias isoladas, sem tratar a classe química como um grupo.

O estudo reforça o uso de baleias como sentinelas de contaminação marinha, dada a tendência de acúmulo em predadores de topo. As conclusões reforçam a importância de políticas que restringem a classe de PFAS, não apenas substâncias específicas.

Desdobramentos

Pesquisadores destacam a necessidade de monitoramento contínuo e avaliação de substitutos emergentes. A continuidade de dados de longo prazo é essencial para entender o impacto de regulações e de fluxos oceânicos na distribuição de PFAS no Atlântico Norte.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais