- A agricultura está iniciando uma nova revolução: retornar a uma prática baseada na biologia, não na química, para restaurar ecossistemas e fortalecer economias rurais.
- A agricultura regenerativa pigrear sistemas naturais, promovendo solo vivo, biodiversidade e resiliência a doenças e seca, mantendo rendimentos.
- A transição não é apenas técnica; envolve mudanças culturais e identificações dos produtores com práticas de vida em harmonia com o campo, conforme estudos com mais de mil fazendas.
- O caminho exige apoio: assistência técnica, seguros de transição, capital paciente, além de universidades, políticas públicas, empresas e filantropia afinando incentivos à saúde ecológica.
- O movimento já é perceptível globalmente, com aumento de demanda de consumidores, uso de práticas que recompõem o solo e potencial de rendimentos estáveis mesmo em condições desafiadoras.
A agricultura enfrenta uma transformação histórica, buscando retornar a uma prática baseada na biologia em vez da química. O impulso acompanha a ideia de uma revolução semelhante à Revolução Verde, mas com foco em ecossistemas e produtividade alinhada à vida no solo.
Pesquisas e relatos globais mostram que sistemas regenerativos fortalecem a biodiversidade, a saúde do solo e a resiliência das culturas. Quando o ecossistema funciona como um todo, há melhoria na disponibilidade de água e na resistência a doenças.
A prática não possui receita única. Ela se baseia em saberes tradicionais, inovação de produtores e ciência agroecológica, buscando reduzir a dependência de fertilizantes e pesticidas, sem perder rendimentos.
Estudos com milhares de fazendas indicam que solos saudáveis abrigam micróbios que fornecem nutrientes, enquanto populações de insetos e aves ajudam no manejo de pragas, contribuindo para a estabilidade das safras.
A transição envolve desafios culturais e técnicos. É preciso apoio com assistência técnica, seguro de transição e capital paciente para adaptar regiões diferentes e manter a produção durante a mudança.
Além de agricultores, universidades, governos e o setor privado precisam agir. Pesquisas sobre sistemas vivos devem ganhar espaço, subsídios devem favorecer resultados ecológicos e cadeias de suprimento devem investir em práticas regenerativas.
A cultura de produção precisa acompanhar o retorno à prática com identidade local. Projetos como a experiência na Paicines Ranch destacam a ligação entre modo de cultivo e a própria identidade do produtor.
Especialistas destacam que a mudança não é nostalgismo, mas um capítulo seguinte da inovação agrícola, unindo saberes ancestrais a ciência moderna para um futuro alimentar mais sustentável.
O caminho possível envolve escalar a prática, gerando impactos reais em ecologia, empregos rurais e segurança alimentar, sem abrir mão de rendimentos, mesmo em condições adversas.
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