- Cyprus pediu aos moradores que reduzam o consumo de água em dez por cento, o equivalente a dois minutos a menos de água corrente por dia, diante da pior seca em memória.
- O país anunciou um pacote de emergência de 31 milhões de euros, juntamente com medidas para enfrentar a escassez e o início da temporada de turismo.
- Os reservatórios atingiram níveis recordes baixos, com a chuva deste inverno insuficiente para recarregá-los antes do pico turístico; em fevereiro, a capacidade total estava em 13,7 por cento.
- A presidente da Departamento de Desenvolvimento de Água afirmou que a média por pessoa pode chegar a cerca de duzentos litros diários em algumas áreas, comparado a um cento e vinte litros na média europeia.
- Medidas adicionais incluem reutilização de águas residuais, redução de vazamentos (em até quarenta por cento da rede) e apoio financeiro para equipamentos de economia de água; a meta é aumentar a operação de unidades de dessalinização até quatorze até o fim de 2026.
Cyprus pediu aos moradores que reduzam o consumo de água em 10% diante da pior seca já registrada na ilha, que também impacta a temporada turística. A medida surge junto a um pacote emergencial de 31 milhões de euros.
As reservas hídricas atingiram níveis históricos baixos e devem permanecer críticas até a temporada de verão. Autoridades destacam que cada gota conta e que hábitos como banho, escovação de dentes e uso de máquina de lavar devem ser mais conscientes.
A chefe do departamento de desenvolvimento hídrico, Eliana Tofa Christidou, informou que a seca é considerada a pior na memória recente, com entradas de água dos reservatórios em mínimos desde 1901. Grandes áreas do país enfrentam seca severa.
Enquanto a ilha enfrenta escassez, o reservatório de St Nicholas, no reservatório de Kouris, mostrou níveis próximos de 12% da capacidade, um retrato visual da crise hídrica que se intensifica. A situação se agrava no contexto europeu.
Medidas e investimentos
Além da redução de consumo, o governo planeja reforçar o reaproveitamento de águas residuais e a reparação de vazamentos, que ainda ocorrem em cerca de 40% das redes locais. Famílias receberão apoio financeiro para aquisições de torneiras mais eficientes.
O país já destina 200 milhões de euros para infraestrutura hídrica, incluindo a instalação de dessalinizadores. A meta é ter 14 unidades operacionais até o fim de 2026, com duas já em funcionamento desde o ano passado.
Especialistas destacam a urgência de medidas para evitar piora significativa no setor agrícola e impactos sociais. Pesquisadores alertam para cenários de aquecimento acentuado e riscos de migração rural caso a crise persista.
Entre na conversa da comunidade