- Conservacionistas dizem que há um “imperativo moral” para reintroduzir espécies em risco, com projetos envolvendo castores, águias-escuras e bustardos na região.
- O Great Bustard Group liberou centenas de bustardos na Salisbury Plain desde 2004; hoje existem cerca de 50 aves estabelecidas no sul de Wiltshire, com reprodução anual desde 2009.
- Wiltshire celebra não apenas a biodiversidade, mas também um restoration cultural, já que o bustardo é símbolo do condado em brasões e bandeiras locais.
- Castores foram devolvidos à natureza no Exmoór, com mais de dois grupos soltos; ações da National Trust em Somerset também trouxeram castores de volta ao ambiente.
- A águia-pescoçosa europeia vem sendo reintroduzida desde 2019 pela Roy Dennis Wildlife Foundation e pela Forestry England, com liberação de filhotes de 12 semanas prevista para este verão; comunidades locais passaram a avistar as aves com frequência.
A reintrodução de espécies ameaçadas é apresentada por conservacionistas como um imperativo moral para devolver ao ecossistema o que foi perdido. Em Exmoor, lontras e castores ajudam a remodelar rios, enquanto na região de Somerset a águia-careca volta a cruzar os céus. Em Wiltshire, as codornas grandes têm mostrado sucesso de abastecimento populacional.
A iniciativa envolve organizações como o Great Bustard Group (GBG) e parceiros locais. O objetivo é proteger espécies globalmente em risco, por meio de ações que demandam décadas de empenho e coordenação entre comunidades, instituições e governos locais. O executivo David Waters descreve o projeto como essencial para deixar um legado vivo.
Conservação e propósito cultural
O bustardo-europeu era comum no céu britânico até o século XIX, quando se tornou alvo de caça de troféu e seu habitat foi destruído pela agricultura. Atualmente, o grande bustardo figura como espécie globalmente em risco, com o título de ave britânica sob essa condição.
Desde 2004, centenas de bustardos foram liberados na Salisbury Plain. Hoje, estima-se que cerca de 50 indivíduos estejam estabelecidos no sul de Wiltshire, com reprodução bem-sucedida desde 2009. Os conservacionistas destacam que a área oferece o ambiente aberto que a espécie costuma preferir.
Parceiras locais e benefícios ecológicos
Simon Clarke, da Somerset Wildlife Trust, aponta a importância de trabalhar junto à comunidade para restaurar ecossistemas danificados pela atividade humana. Ele ressalta que a reintrodução amplia a biodiversidade e ajuda a restabelecer funções ecológicas, como o controle populacional de espécies que podem causar desequilíbrios.
A colaboração com agricultores e proprietários de terras envolve monitoramento constante. O projeto também já teve resultado positivo com a reintrodução da borboleta azul grande, considerada extinta no país em 1979, que vem se recuperando desde então.
Two groups of Eurasian beavers foram soltos na Holnicote Estate, área sob gestão do National Trust, em Exmoor, na terça-feira. A presença dos castores contribui para regular o fluxo de água, criar zonas úmidas e melhorar a qualidade da água, além de potencialmente reduzir riscos de enchentes.
Espécies de grande destaque e futuras ações
O projeto com o guindaste-escuro britânico, o falcão-peneireiro e a águia-asa-de-asa curta também tem impacto visual: iniciativas recentes permitiram que algumas aves regressem ao sul da Inglaterra. A Roy Dennis Wildlife Foundation, em parceria com a Forestry England, planeja liberar filhotes de 12 semanas em Exmoor neste verão.
Ben Eardley, gerente de projeto do National Trust, reforça que as soluções baseadas na natureza oferecem benefícios diretos para a população, como melhoria na qualidade da água e redução do risco de inundações. O monitoramento contínuo permanece como peça central das iniciativas.
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