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Testes revelam pesticidas em rosas de Dia dos Namorados

Testes na Holanda revelam que rosas importadas contêm pesticidas, entre eles 13 banidos pela UE, elevando risco à saúde humana e ao ambiente

Red roses were found to be the worst, with one bunch containing traces of 26 different pesticides.
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  • A Pan-NL testou 17 buquês e encontrou pesticidas em todos, com as rosas vermelhas apresentando as maiores concentrações.
  • O maior nível de resíduos foi em um buquê de rosas vermelhas, 65,8 mg/kg, com 26 pesticidas detectados, 13 deles proibidos na UE.
  • No total, foram encontradas 79 substâncias ativas, quase um terço proibidas para uso na UE e na Holanda; 87 pesticidas foram identificados, incluindo neurotóxicos e disruptores endócrinos.
  • A maior parte das rosas vendidos no Reino Unido vem da Holanda, mas as hastes vêm de fazendas na Colômbia, Quênia e Itália, entre outros, onde há uso de pesticidas mais fortes.
  • A Pan-NL recomenda flores cultivadas organicamente ou plantas ornamentais orgânicas; se houver resíduos, descarte-os corretamente para evitar contaminação ambiental.

Foram divulgados resultados de testes laboratoriais realizados na Holanda, hub logístico europeu de importação de flores, que revelaram altos resíduos de pesticidas em buquês de rosas. O levantamento aponta que as rosas apresentam as maiores concentrações de toxinas neurológicas e reprodutivas entre as flores analisadas, com riscos ainda maiores para o consumidor. A pesquisa foi conduzida pelo Pan-NL, em parceria com produtores de flores que trabalham com práticas sustentáveis.

Os testes foram realizados em 17 buquês distintos, incluindo cinco grupos de rosas, oito arranjos mistos e quatro buquês de tulipas. Entre os Bloom encontrados, houve detecção de 26 pesticidas, sendo que 13 são banidos pela UE. Em uma amostra de rosas vermelhas, a concentração chegou a 65,8 mg/kg, o maior índice entre os itens avaliados.

O estudo aponta que nenhuma amostra era livre de resíduos, com 87 pesticidas diferentes identificados, repartidos entre inseticidas e fungicidas. Cerca de um terço dos ativos detectados é proibido para uso na proteção de plantas na UE e na Holanda, e 78% dos químicos representam risco significativo à saúde humana ou ao meio ambiente.

Resultados dos testes

O relatório ressalta que os resíduos incluem neurotóxicos, tóxicos para a reprodução, carcinogênicos e disruptores endócrinos. A divulgação reforça preocupações sobre as condições de trabalho e de produção nas regiões produtoras, onde a regulamentação pode ser menos rígida.

A Holanda atua como entreposto, com grande parte das flores vindo de países como Colômbia, Quênia e Etiópia, onde climas favorecem a produção contínua e o uso de pesticidas mais potentes. A organização Pan-NL recomenda, como medida, o cultivo orgânico sazonal ou plantas ornamentais orgânicas.

Contexto e desdobramentos

Especialistas destacam que a produção de flores na África Oriental envolve práticas amplamente disseminadas de pulverização repetida, principalmente próximo ao envio das mercadorias. Em áreas como o Lago Naivasha, no Quênia, produtores costumam usar químicos para manter a produção em larga escala, com grande participação de trabalhadores nas etapas de classificação e embalagem.

Diante desse cenário, a Pan-NL orienta consumidores a preferir opções orgânicas ou de origem certificada. Em caso de recebimento de buquês, a organização recomenda não descartá-los de forma inadequada, orientando o descarte adequado de resíduos para evitar a contaminação ambiental.

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