- Temporais que duram há dezessete dias deixaram dezoito mortos, danos bilionários e sensação de abandono em várias regiões de Portugal.
- Alcácer do Sal, Ribeirinha, sofreu inundações do rio Sado, com imóveis e estabelecimentos afetados e bibliotecas submersas.
- Houve desalojos de imóveis baixos e cortes no fornecimento de energia e água; algumas famílias ficaram semanas sem luz, com retorno gradual da energia.
- O primeiro-ministro visitou áreas atingidas; a ministra do interior deixou o cargo após falhas na gestão das emergências; foi anunciado um plano nacional de recuperação.
- O governo mobilizou cerca de 2,5 bilhões de euros para reconstrução; ainda há cerca de 45.000 pessoas sem energia, com críticas à atuação da empresa responsável pela rede elétrica (gestão privada).
Portugal enfrenta há 17 dias uma emergência causada por temporal intenso com 16 mortes, danos econômicos milionários e sensação de abandono em diversas localidades. O Sado e o Atlântico se mostram como rios que avançam sobre cidades costeiras, levando água a estabelecimentos comerciais e residências.
Na Ribeirinha de Alcácer do Sal, o rio chegou a invadir com força os imóveis e deixou prédios, lojas e a biblioteca parcialmente alagados. Pessoas aguardam por sinais de normalização enquanto o território observa o avanço das águas, que já cobriram áreas antes consideradas seguras.
Leiria continua entre as regiões mais afetadas. A tempestade Kristin elevou o nível dos cursos d’água e impôs cortes de energia que perduram por dias. Em muitas casas, a água subiu até o teto, obrigando moradores a buscar abrigo em locais altos ou temporários.
Outro epicentro de danos é Coimbra, onde o Mondego preocupa com o risco de transbordamento. Há relatos de interrupção de Trilhas e de trechos da principal via de acesso, a A-1, devido à força das águas. Autoridades monitoram a situação com operações de resgate e evacuação.
Desdobramentos e resposta governamental
Desde o início das ações, dezenas de comunidades receberam apoio emergencial de forma emergencial, com doações e mobilização de voluntários. O governo anunciou um plano nacional de recuperação e resilência para enfrentar os estragos.
O primeiro-ministro visitou áreas atingidas, buscando coordenar esforços de reconstrução e interiorizar as necessidades locais. A gestão de energia volta a ser alvo de críticas por atrasos no restabelecimento da eletricidade, ainda responsável por dezenas de milhares de pessoas sem luz.
As perdas em infraestrutura são vastas: estradas, ferrovias, redes elétricas, edificações e equipamentos públicos brasileiros, incluindo equipamentos militares que foram danificados em bases aéreas. O custo estimado de recuperação gira em torno de bilhões de euros, com valor de referência para famílias e empresas afetadas.
O setor privado sofreu danos significativos, com estabelecimentos comerciais e restaurantes atingidos pelas cheias. Cerca de 2,5 bilhões de euros já foram destinados para a reconstrução, com previsões de prazos longos para a volta à normalidade.
Perspectivas
Especialistas apontam a necessidade de ações rápidas para restabelecer serviços básicos, como água, energia e saneamento, e para reforçar a resiliência ante futuras tempestades. A gestão de crise enfatiza melhoria de coordenação entre municípios e Lis boa parte do território para evitar lacunas de atendimento.
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