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Florestas não apenas armazenam carbono; mantêm pessoas vivas, dizem cientistas

Estudos mostram que florestas vão além do carbono: resfriam o ambiente, estabilizam chuvas e protegem a saúde local das comunidades.

Rainforest in Brunei in 2025. Photo by Rhett Ayers Butler
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  • Florestas ajudam a climater ao moderar temperaturas locais, atuando como amortecedores térmicos e reduzindo extremos de dia e noite.
  • A evapotranspiração das copas e a sombra promovem quedas de temperatura; em áreas tropicais, a redução pode superar 6°C em relação a áreas desmatadas.
  • Em ambientes urbanos, árvores podem diminuir a temperatura do ar em cerca de 1,5°C a 1,7°C em dias ensolarados, contribuindo para alívio do calor.
  • O desmatamento eleva temperaturas e secas locais, aumentando riscos de saúde relacionados ao calor para centenas de milhões de pessoas.
  • Os benefícios climáticos são mais fortes onde as florestas são nativas; proteger e restaurar ecossistemas é crucial para adaptação ao clima, não apenas para reduzir emissões.

A reputação das florestas vai além do armazenamento de carbono. Uma revisão científica publicada nesta semana na revista Science aponta que as florestas também ajudam a resfriar o ar, moderar temperaturas extremas e regular o fluxo de água, interferindo diretamente no bem-estar humano. A conclusão foca especialmente os efeitos locais.

Os pesquisadores demonstram que, em áreas onde há florestas preservadas, as condições climáticas são mais estáveis. Nos campos, as áreas com copas densas apresentam temperaturas diurnas cerca de 4°C mais baixas e noites mais agradáveis em comparação a zonas desmatadas. Em climas quentes, o resfriamento é ainda mais expressivo, sobretudo em florestas tropicais.

Quando as florestas são degradadas ou removidas, essas proteções se perdem rapidamente, elevando o calor e acarretando riscos à saúde. Dados do estudo indicam que o calor extremo pode aumentar a mortalidade associada ao calor em regiões desmatadas e em áreas de manejo inadequado das florestas.

Importância da floresta nativa

Os autores destacam que os maiores benefícios climáticos ocorrem onde as florestas são nativas. A proteção e a restauração de ecossistemas naturais são tão relevantes para a adaptação às mudanças climáticas quanto para a redução de emissões, segundo a pesquisa.

A revisão sintetiza resultados de quase cem sítios de campo, mostrando que o sombreamento das copas e a evapotranspiração reduzem temperaturas locais e modulam volumes de chuva. Em áreas urbanas, árvores isoladas já proporcionam alívio térmico significativo.

Água, chuva e impactos regionais

A floresta atua como reguladora de água, interceptando chuvas, aumentando a infiltração e retornando umidade ao ar. Em regiões húmidas, isso reduz o risco de enchentes e ajuda a manter vazões estáveis. Em áreas secas, o aumento de cobertura pode reduzir a disponibilidade de água a jusante.

A mensagem central dos cientistas é que a proteção de ecossistemas florestais não é apenas uma estratégia de mitigação, mas uma ferramenta de adaptação prática. Contudo, a revisão alerta para riscos de manejo inadequado, que podem agravar a pressão hídrica e ambiental.

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