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Conflito no Oeste dos EUA: rio Colorado enfrenta prazo crucial

Sete estados seguem sem acordo sobre a repartição das águas do Colorado; sem acordo, o governo federal pode impor cortes severos e provocar disputas judiciais

The Colorado River seen near Boulder, Nevada. The vital river has also been overdrawn for more than a century, and is facing new pressures from the climate crisis.
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  • Sete estados discutem como dividir os cortes de água do rio Colorado, com prazo crítico para sábado.
  • O rio abastece cerca de 40 milhões de pessoas em sete estados, 5,5 milhões de acres de área agrícola e impulsiona a economia de aproximadamente US$ 1,4 trilhão.
  • São necessários até 4 milhões de acre-pés de cortes para devolver o equilíbrio da bacia; a seca de neve deste ano agrava a situação.
  • Os estados da parte superior (Colorado, Utah, Wyoming e Novo México) resistem aos cortes, enquanto a Califórnia, Arizona e Nevada pedem que os vizinhos ao norte assumam parte da responsabilidade.
  • Sem acordo, o governo federal pode impor um plano com cortes severos, o que tende a provocar ações judiciais e disputas legais.

O futuro do oeste americano está em jogo enquanto sete estados não chegam a um acordo sobre como distribuir as águas da Bacia do Colorado, que atende cerca de 40 milhões de pessoas. A data-limite para um acerto é o próximo sábado, e as conversas permanecem emperradas.

A discussão envolve decisões sobre cortes de água amplos necessários para recolocar o rio em equilíbrio. A magnitude das reduções pode afetar cidades, áreas agrícolas e comunidades indígenas ao longo de 2.300 km de extensão, desde as Montanhas Rochosas até a fronteira com o México.

A negociação coloca frente a frente estados da parte superior da bacia — Colorado, Utah, Wyoming e Novo México — e os da parte inferior — Califórnia, Arizona e Nevada. Os de cima argumentam que a redução deve recair sobre os da parte de baixo, que dependem de fontes distintas de suprimento.

Os estados da parte inferior já concordaram com cortes significativos, mas cobram que os norte-centrais assumam parte maior do peso. A divergência está ligada a como distribuir água entre reservatórios críticos, especialmente Powell e Mead, cuja capacidade tem diminuído.

Caso não haja acordo, o governo federal ameaça impor um plano próprio, com propostas já apresentadas para reduzir fortemente o fornecimento às áreas do sul. Qualquer opção federal tende a desencadear ações judiciais e disputas jurídicas complexas.

Especialistas afirmam que, sem um acordo, a gestão da água poderá entrar em regime de incerteza jurídica, com riscos para o funcionamento do sistema. O debate também envolve a necessidade de proteção de ecossistemas e de adaptação a cenários climáticos mais secos no futuro.

Os participantes reconhecem que a situação exige cortes agressivos e uma nova forma de pensar a distribuição de água, não apenas medidas emergenciais. Pesquisadores e organizações de conservação defendem que mudanças estruturais são necessárias para aumentar a resiliência da bacia.

A perspectiva de curto prazo inclui possibilidades de acordos incrementais que ganhem tempo até um acordo mais amplo. Contudo, há ceticismo entre especialistas de que soluções menores sejam suficientes diante da gravidade da crise hídrica e das previsões de novas temporadas secas.

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