- O presidente Donald Trump indicou Scott Socha, executivo da área de hospitalidade, para liderar o Serviço Nacional de Parques (NPS).
- Socha vem de Delaware North, empresa de gestão de hotelaria que atua em parques nacionais e já processou para reivindicar direitos de marca sobre o nome “Yosemite National Park”.
- A nomeação ocorre em um momento sensível para o NPS, que vem passando por mudanças administrativas e pressões para alterar a forma de tratar a história de áreas históricas.
- Críticos conservacionistas, como o Centro para Prioridades do Oeste, questionam a falta de experiência pública de Socha e alertam que a função pode favorecer interesses corporativos.
- A Delaware North teve um processo relacionado a marcas envolvendo o Yosemite, cujo acordo foi encerrado em 2019; a nomeação ainda precisa ser aprovada pelo Senado.
Donald Trump indicou Scott Socha, executivo da área de hospitalidade, para liderar o Serviço Nacional de Parques (NPS). A nomeação, anunciada nesta semana, coloca um profissional externo à frente de uma agência essencial para conservação e gestão de parques.
Socha passou 27 anos na Delaware North, empresa de gestão de alimentação e hospedagem. A companhia atua em sete parques nacionais e administra hospedagem em cinco comunidades-limite de parques, segundo seu site.
A nomeação depende da confirmação do Senado. No passado, executivos com experiência interna em conservação ocuparam recentemente cargos no NPS, reforçando o perfil tradicional da gestão.
Contexto e críticas
Críticos acusam o nome de Socha de trazer pouca experiência pública ou em conservação, apontando que o cargo exige atuação voltada à proteção de áreas públicas. Organização pró-conservação afirmou que o indicado tende a favorecer interesses privados.
A Delaware North ficou conhecida por processo envolvendo marcas registradas ligadas ao Yosemite. A empresa contestou termos como Yosemite National Park e Ahwahnee Hotel após perder licitação de 2016 para operar o complexo de hotéis e restaurantes.
O acordo que encerrou a disputa, em 2019, envolveu a cessão de direitos sobre as marcas associadas ao parque. Valores e impactos da negociação foram objeto de análise entre conservacionistas e autoridades.
Outras vozes destacaram a necessidade de cautela na nomeação, ressaltando que as terras públicas devem pertencer a todos os cidadãos e não a concessionárias que exploram nomes históricos do patrimônio nacional.
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