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Ruptura de dique em Coimbra fecha a principal autoestrada de Portugal

Rutura de dique em Coimbra rompe trecho da autoestrada A-1, interrompendo o tráfego e desalojando cerca de 3 mil moradores; reparos devem levar semanas

Una mujer observa el área inundada en Coimbra, el miércoles.
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  • O dique de contenção que desbordou em Coimbra provocou o transbordamento do Mondego e o desmoronamento de trecho da autoestrada A‑1, principal ligação do país entre Lisboa e Porto.
  • Em Coimbra, cerca de 3 mil pessoas foram desalojadas; a área afetada não registrou vítimas diretas no incidente da estrada.
  • A reparação da A‑1 pode levar várias semanas, já que o nível do rio precisa baixar para permitir o trabalho.
  • Desde o início do evento climático, Portugal registra 16 mortes; o Governo declarou estado de calamidade em 68 localidades, com eleições afetadas em alguns municípios.
  • O primeiro-ministro visitou Coimbra, cancelou presença na cúpula europeia em Bruxelas e assumiu a gestão da catástrofe após a demissão da ministra do Interior.

A sequência de tempestades que atingiu Portugal desde o fim de janeiro já deixou 16 pessoas mortas, segundo balanço oficial. O temporal provocou inundações, quedas de estruturas e interrupção de serviços, com 68 localidades em estado de calamidade pública.

Em Coimbra, a ruptura de um dique provocou o transbordamento do Mondego e o desmoronamento de um trecho da autoestrada A-1. A área, majoritariamente agrícola, não registrou vítimas, mas cerca de 3 mil pessoas foram evacuadas da cidade nas últimas horas.

A autovia principal de Portugal permanece interditada entre os nós norte e sul de Coimbra, exigindo rotas alternativas. A recuperação só deve ocorrer após a descida do nível do rio, o que pode levar semanas, conforme informou o ministro de Infraestruturas e Habitação.

Situação em Coimbra

As autoridades mantêm a vigilância sobre o Mondego, cuja bacia é a única considerada em risco entre as últimas horas. O reservatório de Aguieira opera com 99% de sua capacidade, gerando apreensão quanto à segurança da região.

O primeiro-ministro Luís Montenegro esteve no local, acompanhado do presidente Marcelo Rebelo de Sousa. Montenegro cancelou participação em cúpula europeia e assumiu competências para gerir a catástrofe após a demissão da ministra do Interior, Maria Lúcia Amaral.

Impactos nacionais e resposta

Em Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal, o rio Sado transbordou, inundando a zona baixa onde ficam comércios. Linhas férreas foram suspensas e estradas secundárias foram fechadas por deslizamento de encosta.

Desde o começo das borrascas, Portugal registra crises generalizadas, com o governo declarando calamidade em 68 localidades até o dia 15 de fevereiro. As eleições presidenciais, adiadas pela situação, ocorreram com dois candidatos disputando o pleito.

Perspectivas

O governo reforçou orientações à população para seguir as instruções das autoridades. A previsão aponta para mais horas de precipitação, mantendo a necessidade de vigilância constante nos próximos dias diante de novas chuvas intensas.

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