- Em 12 de fevereiro, a Agência de Proteção Ambiental dos EUA revogou a “endangerment finding” de 2009, base para regular emissões de gases de efeito estufa.
- Com a revogação, perde-se a fundamentação legal e científica para controlar gases que aquecem o planeta, abrindo caminho para eventual retirada de limites de emissões ligados a veículos, indústria e extração de combustíveis.
- O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou a decisão, dizendo que ela pode aumentar incêndios, ondas de calor, enchentes e secas, além de desconsiderar a ciência.
- A Ambiental Defense Fund e outros grupos já anunciaram que pretendem contestar a decisão na Justiça.
- A comunidade científica alerta que os três últimos anos foram entre os mais quentes já registrados, com impactos generalizados de aquecimento e riscos à saúde humana.
O governo dos EUA derrubou, em 12 de fevereiro, a chamada Endangerment Finding, regra de 2009 que permitia aos órgãos federais regular emissões de gases de efeito estufa como poluente. A ação remove a base legal e científica para normas ambientais.
A decisão, promovida pela EPA, pode flexibilizar limites de emissões para veículos, indústria e extração de combustíveis fósseis. Analistas alertam que houve impacto direto na estrutura regulatória climática do país.
Reação política e pressões judiciais
O governador da Califórnia, Gavin Newsom, criticou o movimento em redes sociais, afirmando que ele aumenta riscos de incêndios, calor extremo, inundações e secas. Governo estadual promete recorrer judicialmente.
ONGs ambientais também anunciariam ações legais. A Environmental Defense Fund disse que vai contestar a decisão nos tribunais, ressaltando a importância de evidências para sustentar políticas públicas.
Contexto científico e impactos globais
Especialistas destacam que os últimos anos figuram entre os mais quentes já registrados, com emissões globais pressionando o planeta para além de 1,5°C de aquecimento. A comunidade científica aponta riscos ampliados para a saúde pública.
Estimativas indicam que danos relacionados ao clima já atingiram milhões de pessoas em 2025, com desastres climáticos impactando comunidades ao redor do mundo. Conservacionistas alertam sobre extinção de espécies vulneráveis.
Visões públicas e posições de figuras públicas
O ex-presidente Barack Obama criticou a medida, afirmando que a mudança reduz capacidade de enfrentar o uso de combustíveis fósseis em favor de saúde pública. Já o ex-presidente Donald Trump tem reiterado críticas ao conceito de mudanças climáticas.
O EPA afirmou, em nota, que a Endangerment Finding gerava restrições ao consumo e custos para a população. A agência destacou que a mudança abre espaço para revisar políticas regulatórias.
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