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Desmatamento cai 35% na Amazônia e 6% no Cerrado, aponta levantamento

Alertas caem 35% na Amazônia e 6% no Cerrado, com fortalecimento do controle apontado como principal fator pelo Ministério do Meio Ambiente

Operação do Ibama contra extração ilegal e na comercialização de madeira. Foto: Vinícius Mendonça/Ibama
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  • Alertas de desmatamento na Amazônia Legal caíram 35% entre agosto de 2025 e janeiro de 2026, indo de 2.050 km² para 1.324 km².
  • No Cerrado houve recuo de 6%, com 1.905 km² de alertas (de 2.025 km²).
  • Pantanal registrou alta de 45,5%, de 202 km² para 294 km² no mesmo período.
  • Ministério do Meio Ambiente atribui a queda ao fortalecimento das ações de fiscalização, com aumento de ações do Ibama e do ICMBio e maior número de operações.
  • Os dados são do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), e foram divulgados após a 6ª reunião da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento.

O desmatamento registrado pelos alertas do sistema Deter apresentou queda expressiva na Amazônia Legal e no Cerrado entre agosto de 2025 e janeiro deste ano. Os dados foram divulgados pelo Inpe, vinculados ao Ministério do Meio Ambiente, após reunião em Brasília. A redução ocorre em meio a ações de fiscalização mais intensas.

Na Amazônia, os alertas somaram 1.324 km², queda de 35% frente ao período anterior (2.050 km²). No Cerrado, os alertas chegaram a 1.905 km², queda de 6% ante 2.025 km². Os números ajudam a evidenciar um movimento de menor pressão de desmatamento nesses biomas.

A divulgação ocorreu no Palácio do Planalto, após a 6ª reunião ordinária da Comissão Interministerial Permanente de Prevenção e Combate ao Desmatamento, criada em 2023 e presidida pela Casa Civil, com a participação de 19 ministérios.

Segundo o Ministério, o monitoramento diário do Deter se diferencia do Prodes, que mede a taxa anual consolidada. Enquanto o Deter aponta ocorrências recentes, o Prodes traz a cifra anual de desmatamento. Em 2022 a 2025 houve queda relevante nesse indicador.

Políticas públicas baseadas em dados científicos são apontadas como fatores relevantes. A ministra Marina Silva afirma que é possível chegar a 2026 com a menor taxa histórica de desmatamento na Amazônia, mantendo o crescimento do agronegócio brasileiro e a abertura de novos mercados.

Ela destacou ainda que os resultados mostram resultados de políticas bem desenhadas e implementadas. O setor agropecuário aparece beneficiado, com acordos comerciais firmados e expansão de mercados, sem comprometer o ambiente.

Em contraste, o Pantanal mostrou aumento de 45,5% nos alertas entre agosto de 2025 e janeiro deste ano, de 202 km² para 294 km². Mesmo com esse crescimento, a comparação entre 2023 e 2024 ainda aponta queda de 65,2%.

Fiscalização

De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, o fortalecimento das ações de controle é um dos principais motivos da redução dos alertas. Em relação a 2022, as ações de fiscalização do Ibama cresceram 59%.

As operações do ICMBio subiram 24%, e áreas embargadas aumentaram 51% (Ibama) e 44% (ICMBio). O número de operações na Amazônia avançou quase 148%, com ocorrências registradas passando de 932 para 1.754.

Houve incremento relevante nas apreensões de minérios (170%) e de madeira (65%), apontando maior efetividade das ações de fiscalização. A ciência e o monitoramento técnico são enfatizados como base para as políticas públicas aplicadas.

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