- Marineland Antibes está fechado desde janeiro de 2025; Wikie e Keijo, mãe e filho orcas criadas no parque, passam a maior parte do tempo sem público e flutuam nas piscinas.
- Governo francês, organizações de bem-estar animal e a própria Marineland discutem o destino das duas orcas, com a hipótese de transferência para o Whale Sanctuary Project, em Nova Scotia, Canadá.
- O projeto prevê um ambiente marinho mais natural em uma área de quarenta hectares, com recintos costeiros temporários até a conclusão da instalação permanente.
- Enquanto 12 bottlenose dolphins devem permanecer no parque, o custo anual de manutenção das orcas é alto, e Marineland avalia transferência para outro zoológico ou aquário como opção imediata.
- A reunião de segunda-feira, com participação do governo, de grupos de proteção animal e de Marineland, busca chegar a uma solução, diante de divergências sobre a viabilidade e o momento da transferência.
A disputa sobre o destino de Wikie e Keijo, a dupla de orcas mãe e filho, segue sem acordo. O parque Marineland Antibes, o governo francês e grupos de bem-estar animal concordam em realocá-las, mas não definem para onde.
Desde o fechamento do Marineland, em janeiro de 2025, as duas vivem em tanques degradados, sem público. Em julho, um relatório judicial confirmou que ficam apenas flutuando na superfície quando sozinhas.
O encontro decisivo ocorre nesta segunda, com governo, Marineland e organizações de proteção aos animais discutindo o futuro das duas cetáceos. A opção de mudança está sobre a mesa.
Além das orcas, ainda há 12 bottlenose dolphins no parque, cuja permanência foi aprovada pelo governo como permanência transitória em tanques considerados adequados até um novo local.
Marineland afirma que as piscinas estão em estado precário e perto do fim de sua vida útil, o que ameaça o bem-estar das orcas. A instituição pediu transferência para aquários com solução imediata.
Entre as propostas, destaca-se a transferência para o Whale Sanctuary Project, em Nova Escócia, Canadá, que promete recrear ambiente marinho. O projeto depende de financiamento ainda não assegurado.
Críticos do movimento denunciam atraso e riscos à água do santuário, enquanto apoiadores defendem que as orcas precisam de condições mais próximas do ambiente natural, com profundidade e exercícios regulares.
Marineland aponta que a mudança seria logística mais simples que manter as orcas no parque, já que o custo anual é alto e o parque não gera receita com a permanência. A equipe avalia opções de realocação imediata.
A proposta de Nova Escócia enfrenta resistência de alguns grupos, que questionam a viabilidade do santuário sem recursos e mencionam temperaturas da água como fator a ser considerado para Wikie e Keijo. O tema será debatido no encontro.
Na comunidade, há apoio a uma solução de bem-estar, porém com cautela sobre o local, prazos e custos. Organizações como Sea Shepherd França defendem reverificação independente das condições do santuário.
Na prática, a decisão envolve logística de movimentação de animais de grande porte, com procedimentos de içamento, transporte e adaptação a novos ambientes, além de avaliar riscos à saúde das cetáceas.
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