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México avalia reduzir áreas protegidas para a vaquita em risco

México propõe reduzir áreas protegidas para a vaquita, abrindo parte do Golfo de California à navegação e pesca, o que preocupa especialistas quanto à extinção da espécie

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Governo mexicano avalia reduzir áreas protegidas para a vaquita, há apenas 10 indivíduos remanescentes no Golfo da Califórnia.
  • Mudanças podem diminuir zonas de proteção e permitir mais tráfego de embarcações na região norte do golfo, visando atender comunidades pesqueiras.
  • Proposta envolve o Ministério do Meio Ambiente e Recursos Naturais (Semarnat) e traz contribuições de representantes da pesca; ainda não é pública.
  • Proteções atuais incluem uma zona de tolerância zero de 288 quilômetros quadrados, uma área-refúgio de 1.263 quilômetros quadrados e uma vasta zona de proibição de redes de emalhar.
  • Possíveis alterações: redução da área-refúgio e da zona de proibição de redes, criação de área de uso especial para algumas atividades de pesca e retorno de pesca noturna em determinados horários.

A proposta de alterações nas zonas de proteção no Golfo de California visa reduzir áreas de proteção à Vaquita, o mamífero marinho mais ameaçado do mundo. O plano está sendo elaborado por vários órgãos federais, incluindo SEMARNAT, com input da indústria pesqueira. A ideia é satisfazer comunidades locais, segundo o documento em avaliação.

Caso seja implementada, a mudança pode reduzir a área protegida e permitir maior tráfego de embarcações na região norte do Golfo de California, onde a vaquita é endêmica. O objetivo é consolidar regulações e facilitar a fiscalização em pontos específicos.

A vaquita tem apenas 1,5 metro de comprimento e cerca de 54 kg. As estimativas apontam uma população de cerca de 10 indivíduos, com mortes associadas a redes de pesca como principal causa de mortalidade.

A proteção foi criada em 2005 e revisada em 2020. O ZTA, de 288 km², proíbe navegação e pesca, ao redor de um refúgio de 1.263 km² com regras mais restritivas. Há ainda uma zona de proibição de redes de emalhar de 11.000 km².

O objetivo da revisão é consolidar regras, eliminando o refúgio da vaquita e reduzindo a zona de proibição de redes, mantendo algumas salvaguardas em áreas adjacentes. Mapas sugerem uma redução substancial do habitat protegido.

A ZTA poderia ser reduzida para 225 km², com a criação de uma área de uso especial para pesca, que permitiria atividades como mergulho livre e mergulho com bocal. Dispositivos de monitoramento permaneceriam instalados.

Críticos, como o Centro para Diversidade Biológica, apontam que reduzir a proteção expõe a vaquita a riscos maiores. Aorganização sustenta que limitar o habitat pode comprometer a recuperação da espécie.

Outros pontos do relatório interno indicam redução do número de pontos de embarque para monitorar atividades pesqueiras, além de possível retorno da pesca noturna, sob justificativa de hábitos noturnos de peixes como a sereia Pacífica.

Autoridades não se pronunciaram oficialmente sobre as mudanças até o momento. Relatórios internos mencionam visitas à região e encontros com comunidades pesqueiras desde 2023.

Pesquisa científica citada no relatório aponta diminuição da atividade observada da vaquita na área alvo pela redução das redes proibidas, embora críticos contestem a interpretação.

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