- O governo do Reino Unido prometeu até £1 bilhão para projetos de energia verde de propriedade comunitária, com a gestão sendo feita pela GB Energy.
- A medida busca democratizar o sistema de energia, aumentar a renda e a independência financeira de comunidades locais e reduzir, possivelmente, as contas de energia locais.
- A expectativa é apoiar até mil projetos de energia limpa, por meio de subsídios ou empréstimos, e permitir que comunidades comprem ações de grandes usinas privadas.
- O financiamento pode financiar painéis solares em edifícios públicos e escolas, além de novas turbinas eólicas de pequeno porte, com lucros revertidos para novos investimentos sociais.
- O montante deverá ser liberado antes da próxima eleição e é apresentado como o maior investimento em energia comunitária na história do país, com compartilhamento de recursos com os governos da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.
O governo do Reino Unido anunciou um pacote de financiamento de até 1 bilhão de libras para projetos de energia verde de propriedade comunitária. A medida visa ampliar a participação local na geração de energia renovável e potencialmente reduzir as contas de energia nas comunidades. O valor será gerido pela GB Energy, empresa estatal criada para coordenar ações no setor.
Segundo o governo, o objetivo é democratizar o sistema energético, aumentar a riqueza local e permitir que comunidades se tornem donas da energia que consomem. O montante deverá ser disponibilizado antes das próximas eleições e será compartilhado com as Assembleias da Grã-Bretanha, Gales, Escócia e Irlanda do Norte.
A expectativa é apoiar até 1.000 projetos de energia limpa, com opções de concessões ou empréstimos. A iniciativa também prevê a possibilidade de que comunidades e conselhos locais comprem ações em grandes empreendimentos privados de energia. Em sua prática, o financiamento pode viabilizar painéis solares em edifícios públicos, igrejas e escolas, além de pequenos parques eólicos com lucros reinvestidos.
O enfoque é ampliar o acesso a energia barata e segura, com uso potencial em redes fora da rede. Espera-se ainda que o dinheiro ajude a financiar novas moradias sociais, transporte subsidiado e centros comunitários por meio de receitas geradas pelos projetos.
Analistas veem a medida como resposta a críticas sobre grandes obras de atualização da rede elétrica, incluindo torres e parques eólicos onshore. Indícios oficiais indicam que o aporte faz parte de uma estratégia verde multibilionária, com anúncios previstos sobre novos projetos solares e wind onshore nesta semana.
Entretanto, críticas apontam que o montante é inferior ao prometido em campanhas anteriores e que ainda não há metas definidas para a capacidade total a ser criada por meio de energia comunitária. Organizações do setor destacam a necessidade de ampliar a infraestrutura da rede para comportar o aumento de produção local.
O apoio ao financiamento recebeu recepção relativamente positiva entre autoridades e entidades do setor, que ressaltam o papel da energia comunitária para resiliência local. Organizações ligadas à energia comunitária destacam ganhos potenciais em participação, renda local e benefícios sociais, desde que haja coordenação com a rede elétrica nacional.
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