- Um relatório do governo do Reino Unido, divulgado em janeiro de 2026, aponta que degradação de ecossistemas e falhas nos serviços que eles fornecem ameaçam a segurança nacional e a prosperidade, com tendência de piora até 2050 e além.
- Quando os ecossistemas deterioram, serviços como regulação da água, fertilidade do solo, polinização, controle de doenças e ciclagem de carbono ficam comprometidos, levando a saídas como queda de safras, aumento de preços de alimentos, escassez de água e riscos à saúde pública.
- Esses riscos se acumulam e podem provocar choques inflacionários, polarização política, fraqueza institucional, disrupção de respostas a desastres e pressões migratórias — elevando a possibilidade de deslocamentos forçados e conflitos por recursos.
- O estudo destaca ambientes-chave cuja quebra teria impactos globais: Amazônia, Congo, florestas boreais, Himalaia e recifes de coral e manguezais do Sudeste Asiático, por influenciarem clima, chuvas, produção de alimentos e ciclos hidrológicos.
- Modelos econômicos atuais subestimam choques extremos; há orçamento para incorporar capital natural, reduzir riscos e acelerar uma transição energética justa para diminuir a probabilidade de mudanças irreversíveis no clima.
O governo do Reino Unido publicou em janeiro de 2026 uma avaliação de segurança nacional sobre a perda de biodiversidade e o colapso de ecossistemas, após obter documentos via FOI. O estudo associa degradação ambiental a riscos à prosperidade e à segurança.
Segundo a análise, a deterioração dos ecossistemas afeta serviços básicos como regulação de água, fertilidade do solo, polinização e controle de doenças. O efeito é direto: queda de safras, pesca e preços de alimentos, com impactos em cadeias de suprimento.
A avaliação aponta que, sozinhos, esses fatores podem não gerar crises, mas combinados elevam o risco de instabilidade. Inflação, polarização e fraqueza institucional podem surgir diante de choques alimentares e de água.
Entre os ecossistemas mais sensíveis, a avaliação destaca a Amazônia, o Congo, florestas boreais, os Himalaias e recifes de coral com manguezais da Ásia Sudeste. Esses ambientes influenciam clima, precipitatione ciclos hidrológicos globais.
O estudo indica que degeneração não é apenas ecológica, é estratégica para defesa. Mudanças rápidas podem tornar políticas de comércio, alimentação e migração inadequadas diante de cenários de escassez.
Economistas alertam que modelos econômicos tradicionais subestimam choques extremos. Perdas de produção ante eventos climáticos não lineares podem superar previsões de crescimento, elevando riscos financeiros.
Especialistas ressaltam que é necessário contar com ativos naturais na contabilidade econômica. Medidas de capital natural e transição energética rápida aparecem como caminhos para reduzir vulnerabilidade.
Como resposta, o relatório recomenda mitigar por meio de restauração de ecossistemas, agricultura regenerativa e proteção de florestas, manguezais e recifes, junto de financiamento que premie resultados ecológicos.
A publicação sustenta que a proteção ambiental é mais barata e confiável do que agir somente após o colapso. A mensagem central é priorizar políticas públicas e finanças voltadas à resiliência dos ecossistemas.
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