- Braun’s wrasse, peixe raríssimo, foi avistado pela primeira vez desde 2009, em kelp forest próximo a Albany, no sudoeste da Austrália.
- A descoberta ocorreu durante expedição de quatro dias do Oceans Institute da University of Western Australia; o avistamento aconteceu no último mergulho.
- O peixe, com seis a sete centímetros, é colorido e tímido, escondido entre as algas; possui um dos menores habitats geográficos entre peixes temperados da Austrália.
- As fotos foram tiradas pelo pesquisador Dr. Albert Pessarrodona e confirmadas por curadores do Western Australian Museum e por um pesquisador Tasmaniano, que identificaram a espécie como Braun’s wrasse.
- A avistagem reduz temores de extinção durante ondas de calor marinho; o Braun’s wrasse vive no Great Southern Reef, ecossistema de oito mil quilômetros ao longo da costa sul australiana.
Océane Attlan, bióloga marinha, avistou pela primeira vez desde 2009 o Braun’s wrasse, peixe-ínfimo e colorido, durante uma expedição para mapas de kelp no sudoeste da Austrália. O encontro ocorreu na última mergulho de um roteiro de quatro dias, quando a espécie foi identificada entre as algas do recife rochoso próximo a Albany, WA.
A descoberta aconteceu durante o levantamento de comunidades de kelp no Great Southern Reef, um ecossistema que se estende por 8 mil quilômetros na costa australiana. A equipe da Oceans Institute da University of Western Australia acompanhava o andamento do trabalho quando viu o peixe, que mede cerca de 6 a 7 cm.
Os pesquisadores confirmaram a identificação após enviar imagens para o Western Australian Museum e para uma pesquisadora da Tasmanhas, que registraram a espécie como Braun’s wrasse. A observação reduz dúvidas sobre a possível extinção da espécie diante de ondas de calor marítimo que atingiram a região.
Redescoberta no Great Southern Reef
Attlan destacou que o Braun’s wrasse tem um dos menores nichos geográficos entre peixes temperados da Austrália e é conhecido pela aparência iridiscente e traços ao redor dos olhos. A confirmação tranquiliza cientistas sobre a sobrevivência da espécie e reforça o interesse em mergulhos mais atentos para registros raros.
O episódio reforça a ideia de que o ecossistema pode abrigar espécies ainda desconhecidas, segundo o biólogo Cullen Brown, da Macquarie University. Mesmo não tendo participado da expedição, Brown aponta que maior tempo de observação subaquática aumenta as chances de novas descobertas.
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