- O governo da Escócia rejeitou planos para um grande parque eólico no Southern Uplands, de scoop hill, perto de Moffat.
- A empresa Community Windpower pretendia instalar sessenta turbinas de até 250 metros de altura; originalmente eram setenta e cinco.
- O projeto foi reduzido em vinte por cento em 2023, após preocupações com patrimônio cultural, céus noturnos e águias-douradas.
- A Câmara de Dumfries e Galloway apresentou objeção à época, e o governo manteve a decisão de negar a licença, afirmando que o desenvolvimento não é adequado no local.
- Os promotores argumentaram que a obra geraria cerca de 450 mil domicílios atendidos, centenas de empregos durante a construção e investimento local, enquanto autoridades locais destacaram impactos visuais e no ecossistema.
A Casa do Governo da Escócia rejeitou os planos para um grande parque eólico na Southern Uplands. A proposta previa 60 turbinas de até 250 metros de altura em Scoop Hill, a alguns quilômetros a sudeste de Moffat. A decisão foi tomada após avaliação de impacto visual e paisagístico pela autoridade local e pelo governo.
Os planos, apresentados em 2020 com 75 turbinas, foram reduzidos em 2023 em 20% devido a preocupações com o patrimônio cultural, o céu noturno e a presença de águias-douradas na região. Ainda assim, a Câmara de Dumfries and Galloway apresentou objeção formal em 2024, contrariando recomendações dos técnicos de planejamento.
O relatório oficial reconheceu benefícios econômicos e de energia renovável, mas afirmou que eles não compensariam os efeitos paisagísticos significativos e adversos. Também houve preocupação com o alcance do projeto ao redor da Estação Sísmica Eskdalemuir, componente de um acordo global de monitoramento de testes nucleares.
Impactos ambientais e motivos da recusa
As autoridades destacaram o impacto visual do conjunto, visível de Moffat, Beattock, Lockerbie e Lochmaben, além de várias aldeias menores. A decisão final cabia ao governo escocês, que concluiu que o empreendimento não era adequado ao local.
Os desenvolvedores argumentaram que as versões revisadas poderiam atender cerca de 450 mil domicílios e gerariam centenas de empregos durante a construção, com investimento local em dezenas de milhões. Eles afirmaram ter ajustado o projeto com consulta comunitária.
Reações locais
O deputado David Mundell classificou a recusa como alívio para a população, ressaltando o tamanho da intervenção e o impacto paisagístico. Segundo ele, a mobilização comunitária demonstrou que a união local pode influenciar decisões de planejamento.
A decisão encerra, por ora, as expectativas de um parque eólico de grande escala na região. Novos projetos na área deverão apresentar revisões ainda mais acuradas de impactos ambientais, visuais e de patrimônio.
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