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Comunidades locais se unem a esforço global para proteger pântanos da Europa, Ártico e EUA

Comunidades Sámi protegem o pântano Alttokangas, integradas a rede global de restauração de turfeiras para conservar carbono e enfrentar as mudanças climáticas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Canada Jay in Sax-Zim Bog. Canada Jays are a quintessential northwoods bird that utilize Black Spruce and Tamarack Bogs for foraging and nesting. Image by Friends of Sax-Zim Bog (FOSZB).
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  • Comunidades Sámi da Finlândia, em Inari, protegeram o território ancestral Alttokangas, às margens do rio Ivalojoki, contra exploração madeireira comercial.
  • Em 2024, o local foi reconhecido como a primeira área indígena e comunitária conservada (ICCA) nas terras Sámi da Finlândia, marco histórico.
  • A iniciativa faz parte de um esforço para criar centros de restauração coordenados entre boreal e tundra ártica, na Europa e América do Norte, visando conservar carbono do solo e mitigar mudanças climáticas.
  • O projeto é desenvolvido pela Snowchange Cooperative, que expandiu a restauração de peatlands para cerca de 30.000 hectares na região Gwich’in do Canadá e para 10.117 hectares na Sax-Zim Bog, em Minnesota, entre outras áreas.
  • Especialistas destacam que peatlands armazenam grande parte do carbono do solo e que a estratégia global busca proteger ecossistemas, manter saberes tradicionais e prevenir danos causados por mineração e infraestrutura.

O que aconteceu: comunidades indígenas e organizações ambientais anunciam um movimento global para proteger peatlands na Europa, Ártico e EUA, com foco em restauração coordenada e conservação de solos ricos em carbono. O projeto utiliza áreas ahí acessíveis por povos Sámi, Gwich’in e outras comunidades, visando evitar exploração comercial de florestas e minas.

Quem está envolvido: comunidades Sámi na Finlândia, lideranças do Gwich’in no Noroeste do Canadá, residentes de Sax-Zim Bog em Minnesota, além da Snowchange Cooperative, organização finlandesa que coordena iniciativas de restauração desde 2018. Instituições associadas incluem o Climate Breakthrough Award e parceiros europeus e norte-americanos.

Quando e onde ocorreu: o reconhecimento como área indígena e comunitária conservada ICCA ocorreu em 2024, na região de Alttokangas, na municipalidade de Inari, Finlândia, às margens do rio Ivalojoki. O movimento se expande para horizontes na Finlândia, Canadá, EUA e regiões árticas da Europa, com hubs de restauração em andamento.

Por quê: o objetivo é conservar peatlands, ecossistemas que armazenam grande parte do carbono do solo mundial, contribuindo para o enfrentamento às mudanças climáticas. Líderes ressaltam que a proteção também sustenta práticas tradicionais, como pastoreio de renas, colheita de mirtos e frutos silvestres.

A iniciativa e o ICCA

Casos na Finlândia envolvem comunidades Sámi que mantêm práticas de pastoreio de renas, pesca e colheita de recursos. A área de Áldujohka e sítios próximos integram o esforço de conservação liderado pela Snowchange Cooperative, com foco em monitoramento de carbono e restauração de paisagens.

Em Gwich’in Territory, no Noroeste do Canadá, a proteção de terras comunitárias ganhou reforço ao reabrir caminhos tradicionais, removendo espécies invasivas e facilitando atividades de caça, pesca e colheita. A iniciativa também favorece o intercâmbio de conhecimento tradicional.

Avanços e impactos

A rede de restauração já envolve mais de 40 áreas comunitárias de boreal finlandesas ligadas ao Arctic Circle, com ações que vão desde o reflorestamento até a proteção de lagoas e pântanos. Em Minnesota, projetos em Sax-Zim Bog recebem apoio de organizações locais que promovem educação pública sobre a importância dos bogs.

O programa, que já ampliou ações para cerca de 30 mil hectares na região de Gwich’in, busca ampliar parcerias para outras áreas da Europa e da América do Norte, fortalecendo uma visão comum de manejo sustentável de peatlands.

Desafios climáticos e sociais

Especialistas destacam que o derretimento do permafrost pode acelerar a degradação de peatlands, alterando a umidade do solo e a hidrologia, com liberação de carbono. Para Sámi e Gwich’in, mudanças afetam o acesso a líquenos, musgos de inverno e rotas tradicionais de turismo e colheita.

Os líderes ressaltam que a meta não é reverter exatamente ao estado anterior, mas reconstruir a capacidade dos peatlands de suportar espécies, armazenar carbono e promover a saúde de comunidades e fauna. A prioridade é proteger enquanto se busca aprendizado técnico aliado ao conhecimento tradicional.

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