- O projeto Wilder Humber avança na recuperação de pradarias de seagrass no estuário de Humber, marcando um marco importante.
- O seagrass é uma ferramenta natural para combater mudanças climáticas e pode proteger as costas de tempestades e erosão.
- As pradarias já ocuparam cerca de 1.100 acres, mas foram reduzidas a aproximadamente 12 acres até o início deste século.
- Testes realizados ao longo de uma temporada de cultivo mostraram que a injeção direta de sementes no leito e o transplante de pequenas manchas intactas entregaram os melhores resultados.
- Wilder Humber recebe apoio da empresa de energia Orsted; as plantas também fornecem habitat para peixes, enguias e aves e ajudam na qualidade da água.
A iniciativa de restauração de vastas pradarias de seagrass no Humber Estuary alcançou um marco importante, segundo especialistas. O projeto visa recuperar esse plantio marinho para oferecer benefícios climáticos, ecológicos e de proteção costeira. As primeiras avaliações destacam avanços promissores na recuperação das meias.
O seagrass é considerado uma ferramenta natural poderosa contra as mudanças climáticas, além de proteger margens contra tempestades e erosão. A rede Wilder Humber, que reúne os grupos de conservação de Yorkshire e Lincolnshire, informou que o pasto marinho chegou a cobrir cerca de 445 hectares no estuário, mas entrou em declínio acentuado no século XX devido à poluição e à perda de espaço costeiro.
De acordo com Dr. Andy van der Schatte Olivier, da Yorkshire Wildlife Trust, as plantações-teste mostraram sinais altamente encorajadores para o futuro das pradarias. Ele afirma que as áreas estão recebendo as melhores condições para se recuperar e trazer benefícios para a vida selvagem, o clima e as comunidades costeiras.
Segundo Wilder Humber, o seagrass captura carbono até 35 vezes mais rápido que florestas tropicais e melhora a qualidade da água ao absorver poluentes. Além disso, as pradarias fornecem habitat para peixes, enguias e aves da região.
A cobertura da planta encolheu para cerca de 4,85 hectares no início do século, após décadas de declínio. As atividades de plantio experimentais visaram identificar técnicas mais eficazes para a restauração.
Resultados da avaliação das técnicas de plantio
As plantações de teste foram monitoradas ao longo de uma temporada completa de crescimento, comparando três métodos de plantio. Os resultados mostraram que a injeção direta de sementes no leito marinho, associada ao transplante de pequenos mosaicos intactos de seagrass, proporcionou os melhores ganhos.
Van der Schatte Olivier reforça que, mesmo em um estuário dinâmico como o Humber, é possível restaurar o seagrass em grande escala quando se utilizam as técnicas adequadas. A iniciativa conta com o apoio da empresa de energia renovável Orsted.
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