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Poluição luminosa pode piorar temporadas de alergias, aponta estudo

Exposição à luz artificial noturna aumenta o pólen e prolonga a temporada de alergias, com impactos potenciais na saúde pública

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Aerial view of New York’s Central Park. Image by Wil540 Art via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0).
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  • Iluminação artificial à noite (ALAN) aumenta os níveis de pólen no ar e prolonga a temporada de pólen em áreas do nordeste dos Estados Unidos.
  • O estudo analisou dados de 2012 a 2023, controlando temperatura e precipitação, para isoluar o efeito da ALAN na produção de pólen.
  • O aumento da exposição à ALAN foi ligado a uma temporada de pólen mais longa, cerca de uma a duas semanas.
  • O efeito da ALAN, segundo os pesquisadores, é comparável ao impacto já conhecido das mudanças climáticas, e os dois atuam de forma combinada.
  • Os autores destacam a importância de incluir a poluição luminosa na planejamento urbano e na saúde pública, para orientar ações em cidades.

O estudo aponta que a poluição luminosa noturna pode prolongar a temporada de pólen e elevar os níveis de alérgenos na atmosfera. Pesquisadores analisaram dados de 2012 a 2023 no nordeste dos Estados Unidos, incluindo grandes cidades como Nova York, Boston e Filadélfia.

Pelo método, a equipe controlou temperatura e precipitação para isolar os efeitos da iluminação artificial. A exposição maior a luz artificial ao anoitecer correlacionou-se com picos mais altos de pólen e com uma temporada mais extensa.

Os autores destacam que, embora a luz artificial não substitua a energia solar, ela perturba o ritmo circadiano das plantas, influenciando a produção de pólen. O estudo sugere que o impacto da luz artificial é comparável ao das mudanças climáticas.

Lin Meng, da Vanderbilt University e autora correspondente do estudo, explica que a luz noturna confunde as plantas, contribuindo para a extensão da temporada de pólen. Os resultados indicam efeitos progressivos quando combinados com temperaturas mais elevadas.

Andrew Richardson, ecologista da Northern Arizona University não envolvido na pesquisa, ressalta que plantas urbanas muitas vezes são ornamentais e com acesso a água, o que pode afetar a produção de pólen. Ele recomenda mais estudos sobre espécies e estruturas urbanas.

Brian Enquist, ecologista da University of Arizona, também não participou, observa que ecossistemas urbanos apresentam múltiplos fatores que influenciam o tempo biológico das plantas. A luz artificial pode fazer parte de um conjunto de drivers.

Meng aponta que o impacto da poluição luminosa na saúde pública é um tema ainda pouco considerado por urbanistas. A pesquisadora pretende compartilhar os resultados com planejadores para que a iluminação seja considerada no planejamento urbano.

O estudo foi conduzido com dados de vigilância de pólen e observações satelitais de iluminação noturna, temperatura e precipitação, destacando a importância de abordar a iluminação artificial como componente de políticas de saúde ambiental.

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