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O último refúgio de tartarugas à beira da extinção

Centro de sobrevivência em Carolina do Sul abriga quelônios raros, mantendo linhagens genéticas, reprodução controlada e formação de equipes

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • O Turtle Survival Center, em Carolina do Sul, foi fundado em 2013 e funciona como refúgio de alta segurança e instalação de reprodução para tartarugas e tartarugas de água doce raras.
  • O objetivo é manter animais geneticamente valiosos, reproduzir espécies ausentes em seus habitats e treinar profissionais que atuem quando tartarugas são apreendidas em grande número.
  • O centro abriga centenas de animais e sustenta uma rede global de conservação, incluindo a Turtle School, que forma técnicos para zoos, clínicas veterinárias e equipes de resgate.
  • A crise global envolve perda de habitat, caça e comércio, com mais da metade das espécies de tartarugas ameaçadas de extinção, especialmente na Ásia.
  • A instituição não substitui a proteção na natureza; reintroduções dependem de habitats intactos e aplicação de leis, e o trabalho do centro busca evitar o desaparecimento de espécies onde elas ainda existem.

O Turtle Survival Center, administrado pela Turtle Survival Alliance, funciona como abrigo de alta segurança e criadouro para tartarugas de água doce raras. Fundado em 2013, na Carolina do Sul, o espaço abriga centenas de animais de espécies pressionadas por perda de habitat, tráfico e biologia reprodutiva lenta.

A instituição busca manter animais fundadores geneticamente valiosos, reproduzir espécies ausentes em seus habitats originais e formar especialistas que possam agir diante de confiscos em massa de tartarugas. A prática depende de controle de água, temperatura, doenças e quarentena.

O centro também promove o Turtle School, programa de treinamento para profissionais de zoológicos, clínicas veterinárias e redes de resgate voluntário. Tartarugas confiscadas em locais como Madagascar, México, Califórnia ou Camboja encontrarão suporte técnico para manterem-se vivas.

A ação surge como resposta à crise que afeta mais da metade das espécies de tartarugas e cágadas em todo o mundo. A pressão humana, a demanda por alimentos, animais de estimação e ingredientes medicinais aceleram a extinção, especialmente na Ásia.

O que se arrisca é que a perda de uma fêmea represente décadas de reprodução futuras que não ocorrerão, aumentando o desequilíbrio populacional. A conservação em cativeiro não substitui a proteção no ambiente natural, mas busca manter a continuidade genética.

O reporter Liz Kimbrough descreve o centro como uma instituição de continuidade, não um museu da extinção. Em cenários de confiscos, a rede de especialistas treinados torna-se crucial para manter os animais vivos até eventuais ações de restauro.

Especialistas afirmam que o sucesso a longo prazo depende de habitat preservado e aplicação da lei local. Sem esses elementos, a reintrodução de espécies fica comprometida, mesmo com criadouros bem equipados.

O centro destaca que a situação atual exige respostas sistêmicas. Em vez de prometer salvação total, a instituição trabalha para evitar perdas adicionais e manter linhas de sobrevivência entre espécies ameaçadas.

A reportagem aponta que o esforço na Carolina do Sul reflete uma rede global de conservação. Embora não possa garantir a salvação de todas as tartarugas, o trabalho busca impedir que muitas desapareçam completamente.

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