- Aves reintrodução de sapos-vivos verdes e dourados no Território da Capital Australiana (ACT) ocorreu pela primeira vez desde que a espécie ficou localmente extinta por volta de 1981.
- A primeira leva de 25 anfíbios, com cerca de 14 meses, foi liberada na manhã de terça-feira em Mawson Ponds, já imunizados contra a chytridiomycosis.
- O projeto prevê 15 liberações em áreas úmidas de Canberra, totalizando cerca de 375 sapos.
- A equipe instalou 60 “spas” de sapos e 180 “saunas” para criar refúgios com temperaturas que dificultam o fungo causador da doença.
- Os dispositivos visam favorecer o retorno da espécie, com cada sapo microchipado e inclusive com nomes, em parceria com voluntários e a Universidade de Canberra.
Green and golden bell frogs são reintroduzidos ao ACT pela primeira vez em quase 50 anos. Na terça pela manhã, 25 anfíbios foram soltos em Mawson Ponds, marcando o retorno da espécie à região. O grupo foi imunizado contra a chytridiomycosis, doença causada por fungos.
A iniciativa envolve pesquisadores da Universidade de Canberra, incluindo o Associate Prof Simon Clulow, líder do projeto, que aponta a retirada da espécie do ACT como ocorrida por volta de 1981. Os 25 animais têm cerca de 14 meses de idade.
Cada anfíbio recebeu microchip e recebeu nomes com apoio de voluntários, como James Pond e Dua Leaper. Os animais integram a primeira de 15 liberações, que totalizará aproximadamente 375 sapos.
Para aumentar as chances de sobrevivência, foram criados 60 “spas” e 180 “saunas” para os anfíbios, instalados em áreas de wetland. Esses abrigos simulam refúgios com temperaturas inadequadas ao fungo.
Estratégia de conservação
Os spas e saunas funcionam como zonas de refúgio com temperatura elevada, que prejudica o fungo causador da chytridiomycosis. O patógeno demonstra sensibilidade a temperaturas superiores a 25–28C, enquanto o sapo verde e dourado prefere cerca de 30C.
Segundo os pesquisadores, as temperaturas têm mostrado potencial de reduzir a carga patogênica e favorecer a sobrevivência dos filhotes não imunizados. A expectativa é alcançar 200 exemplares em cada um dos 15 locais.
A equipe planeja monitorar os impactos da intervenção à medida que os indivíduos atingem a fase reprodutiva. A meta é que os anfíbios restituídos contribuam para a recuperação populacional ao longo dos próximos anos.
A adaptação do habitat inclui áreas com salinidade ligeiramente maior na água de algunspontos, ajudando a conter o fungo sem comprometer a viabilidade dos animais. Os pesquisadores destacam o aprendizado a partir de observações anteriores.
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