- Ovos da maripá rara brown hairstreak atingiram número recorde em Carmarthenshire, após proprietários deixarem sebes crescerem sem cortes anuais.
- A espécie, antes comum no Reino Unido, teve queda acentuada; estava presente no vale Tywi em 2010 e sumiu na década seguinte.
- National Trust e a South Wales Trunk Road Agent reduziram os cortes nas sebes e plantaram mais blackthorn, protegendo locais da prática de cortar demais.
- Como resultado, voluntários que buscam ovos brancos pequenos em dezembro e janeiro registraram os melhores números já vistos neste inverno, com aumento de cinquenta por cento em áreas protegidas.
- Em áreas vizinhas, quatro anos de manejo kaçou sofreram nova poda severa, resultando na queda de 60 ovos por ano para apenas quatro, segundo o grupo de voluntários.
O número recorde de ovos de borboleta raras foi detectado após proprietários de terras deixarem as cerca-vivas crescerem de forma mais natural. A maripva marrom, antes comum no Reino Unido, teve quedas acentuadas em seus contingentes, mas ganhou impulso populacional em Carmarthenshire.
Segundo a Butterfly Conservation, a proteção das cercas contra cortes anuais de regos, que destruíam o habitat fundamental das borboletas, explica parte da recuperação. A organização espera incentivar mais proprietários a reduzir a frequência de poda para favorecer várias espécies.
A região Tywi valley, em Carmarthenshire, viu a presença da borboleta marrom quase desaparecer nas décadas de 2010. A queda foi atribuída ao aumento de aparas mecânicas em cercas e áreas de mato que destruíam brotos de espinheiro-preto, local onde as fêmeas depositam ovos.
Ações de proteção e resultados
A National Trust e o South Wales Trunk Road Agent reduziram a poda de cercas em seus sítios, protegendo áreas da prática de aparar anualmente e plantando mais espinheiros pretos. O esforço envolve voluntários que buscam, em dezembro e janeiro, os ovos brancos minúsculos entre a vegetação.
Voluntários da Butterfly Conservation na região relatam recordes neste inverno, com aumentos significativos onde as cercas recebem proteção. Em outra área próxima, quatro anos sem manejo resultaram em cortes severos de poda, reduzindo a contagem anual de ovos de 60 para apenas quatro.
Richard Smith, veterano voluntário da região há mais de 30 anos, aponta sinal de recuperação após anos difíceis para as marrom-hairstr’, destacando a importância de manter equilíbrio entre manejo das cercas e preservação de habitats. Dan Hoare, diretor de recuperação da natureza, reforça a necessidade de ajustes na frequência de poda para sustentar a espécie e beneficiar outras, incluindo mamíferos e aves.
Implicações para a conservação
O caso sugere que reduzir a poda frequente de cercas pode ter impactos positivos na sobrevivência de espécies indicadoras, como a marrom-hairstr. A organização recomenda que produtores considerem cortes a cada dois ou três anos para manter o equilíbrio ecológico sem comprometer atividades agropecuárias.
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