- O governo do Reino Unido apresentou um plano de ação para PFAS, descrevendo um marco claro com ações coordenadas para entender de onde vêm os químicos, como se espalham e como reduzir a exposição pública e ambiental.
- Ativistas classificaram o plano como “crushingly disappointing” e disseram que ele não acompanha a rigidez adotada na Europa, onde alguns PFAS já são banidos.
- PFAS são substâncias sintéticas muito estáveis presentes em diversas produtos, como roupas impermeáveis e eletrônicos, e têm vínculos com danos à saúde e ao ambiente; algumas moléculas já recebem restrições em vários países.
- Entre as medidas estão consulta pública para definir um limite legal de PFAS na Inglaterra, mais testes e monitoramento de estuários e águas costeiras, testes em embalagens de alimentos e um site para informar o público.
- Especialistas divergem: críticos dizem que o plano é fraco e que é preciso medir a carga total de PFAS e identificar os maiores poluidores; outros destacam a necessidade de uma abordagem holística.
Ação do governo britânico sobre PFAS é criticada por ambientalistas, que classificam o plano como decepcionante e insuficiente para evitar danos à saúde e ao meio ambiente. O anúncio veio com a publicação de um plano de atuação que promete identificar origens, disseminação e formas de reduzir a exposição pública e ambiental. O objetivo declarado é criar um arcabouço claro e ações coordenadas.
Segundo o governo, o plano prevê consulta pública para estabelecer um limite legal de PFAS na água potável inglesa, ampliar testes e monitoramento de estuários e águas costeiras, além de analisar embalagens de alimentos quanto à presença dessas substâncias. Também está prevista a criação de um site para informar o público.
Entretanto, representantes de campanhas ambientais criticaram a iniciativa. A Wildlife and Countryside Link afirma que o documento é insuficiente e não assume decisões difíceis. Pesquisadores destacam que a Europa já avança com restrições mais firmes, inclusive banimentos em produtos de consumo, e ações para remediação de áreas contaminadas.
Especialistas em química ambiental divergem sobre o ritmo e o alcance das medidas. Uma pesquisadora aponta que o foco em coletar mais informações pode atrasar a resposta prática. Já outro docente ressalta a importância de uma abordagem integrada para reduzir riscos antes que se agravem.
Entre os envolvidos, a ministra em responsabilidade pela poluição química, Emma Hardy, afirmou que PFAS representam um desafio de longo prazo para a saúde e os ecossistemas, destacando a intenção de agir de forma decisiva para reduzir impactos.
Analistas independentes destacam lacunas do plano, como a necessidade de quantificar cargas totais de PFAS liberadas por indústrias e locais contaminados, para identificar poluidores de maior impacto. A ausência dessa métrica muda o foco das ações de mitigação.
Em termos comparativos, críticos ressaltam que a União Europeia já discute restrições mais amplas e, em alguns casos, banimentos de PFAS em produtos como roupas e cosméticos, além de medidas para descontaminar áreas afetadas. O debate na UE ainda está em andamento, com ações previstas de blocos regulatórios mais restritivos.
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