- A administração de Donald Trump lançou um mascote de carvão chamado Coalie para promover a mineração de carvão, apresentado por Doug Burgum no X como porta-voz da Agenda de Domínio da Energia Americana.
- Coalie é um bloco de carvão em formato cartunesco, com olhos grandes e vestimenta de minerador, usado para divulgar a imagem do combustível.
- Imagens aparecem no site da Office of Surface Mining Reclamation and Enforcement (OSMRE), mostrando Coalie em situações com uma suposta família criada por IA e ao lado de uma antiga mina transformada em piquenique.
- Críticas de ativistas dizem que a estratégia é inadequada ao tentar popularizar o combustível mais poluente, enquanto o carvão continua associado à crise climática e a prejuízos à saúde pública.
- A ação ocorre em meio a esforços da administração para revitalizar o carvão, apesar da queda de demanda frente gás e fontes renováveis, além de impactos na saúde de trabalhadores e em fundos de limpeza de minas abandonadas.
O governo de Donald Trump lançou uma mascote inusitada para promover a mineração de carvão. Trata-se de Coalie, um lump de carvão em formato cartoon com olhos grandes e vestimenta de minerador. A apresentação ocorreu em uma postagem no X feita pelo secretário de Interior, Doug Burgum, que integra a administração atual.
Na imagem, Coalie usa capacete, botas e luvas, e aparece ao lado de um cenário que remete a mineração. Burgum descreveu Coalie como porta-voz da agenda de “domínio da energia americana”, ligada à promoção do carvão. A divulgação ocorreu por meio de uma imagem gerada por IA, publicada na rede social.
A mascote já aparece em materiais do Office of Surface Mining Reclamation and Enforcement (OSMRE), órgão federal responsável pela regulação de minas de carvão. Em páginas oficiais, Coalie é mostrado em situaçõeslúdicas, posando com uma suposta família gerada por IA e em uma reunião, com expressões que visam atrair atenção.
A origem de Coalie remonta a 2018, quando um gerente de mídia social do OSMRE colocou olhos móveis numa foto de carvão. A reinterpretação pública da mascote acontece num momento em que a administração busca reviver a indústria, diante de quedas de produção e de custo relativo de fontes concorrentes como gás e renováveis.
Críticos ambientais e de saúde pública reagiram de forma veemente, alegando que a iniciativa tenta humanizar o carvão, classificado como o combustível fóssil mais poluente. Ativistas lembram os impactos à saúde de comunidades próximas a usinas, incluindo doenças respiratórias associadas à queima de carvão.
A estratégia ocorre em meio a ações do governo para reativar o setor. Entre medidas, o executivo assinou ordens para ampliar a exploração de carvão, manter usinas em operação e reduzir barreiras regulatórias, ao mesmo tempo em que enfrenta pressões de mercado e avanços de fontes limpas. O setor continua a enfrentar desafios de competitividade e de automação, que reduzem empregos.
Especialistas e comunidades de áreas mineradoras acompanham o desenrolar das políticas públicas, observando os impactos na saúde de trabalhadores e das localidades onde a atividade ocorre. Proteção ambiental e salvaguardas aos trabalhadores permanecem em debate no Congresso e entre órgãos reguladores.
O interior e o OSMRE foram contactados para comentar sobre a mascote e as implicações da estratégia de comunicação.
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