- A borboleta mountain ringlet, única do seu tipo na Inglaterra, vive apenas nas montanhas do Lake District, em Cumbria.
- Ela voa por cerca de três semanas no verão, o que torna o acompanhamento de sua população mais desafiador.
- Técnicas convencionais de contagem são pouco eficazes; a ideia é envolver caminhadores experientes para coletar informações em trilhas difíceis.
- No ano passado, visitantes da região foram convidados a buscar e registrar avistamentos; o mapa de ocorrências ficou acima de 450 metros, abrangendo áreas entre Wasdale e Haweswater.
- Dados recentes indicam que as borboletas passam mais tempo no alto das cristas, possível reação ao aquecimento global, mas ainda não é possível comprovar totalmente.
O projeto de monitoramento da mariposa Mountain Ringlet, espécie única na Inglaterra, requer estratégias mais criativas para acompanhar sua população. O foco está nas áreas montanhosas do Lake District, em Cumbria, no norte do país, onde a espécie ocorre.
A pesquisadora Rosa Menendez, da Lancaster University, explica que a mariposa voa apenas por três semanas no verão e vive em locais de difícil acesso, o que torna o registro por várias trilhas um desafio logístico considerável.
Anteriormente, a equipe contou com a participação de visitantes na região para registrar avistamentos, além de mapear locais já conhecidos acima de 450 metros. Ainda assim, comparar dados de anos diferentes é complicado.
Dados recentes sugerem que as mariposas podem estar cada vez mais ativas em altitudes mais elevadas, possivelmente respondendo a mudanças climáticas. Ainda assim, não há prova conclusiva sobre esse comportamento.
Desafios de coleta
A líder do projeto aponta que métodos tradicionais de monitoramento não são adequados para essa espécie. A coleta exige abordar indivíduos que já estão em expedições pela região montanhosa.
Uma alternativa discutida envolve envolver caminhantes experientes para reunir informações durante rotas desafiadoras, otimizando o alcance sem exigir deslocamentos adicionais.
Segundo a equipe, ainda há áreas nas montanhas sem evidências claras de presença da espécie, o que dificulta estimativas precisas de população.
Nova abordagem
Os pesquisadores defendem direcionar o monitoramento a pessoas que já frequentam os picos, oferecendo avanços na coleta de dados sem aumentar o esforço de campo. Essa estratégia visa manter o acompanhamento contínuo da espécie única.
Apesar das dificuldades, os cientistas ressaltam a importância de entender como a Mountain Ringlet se adapta ao ambiente de altitude, levando em conta fatores climáticos que influenciam sua distribuição e tempo de atividade.
Entre na conversa da comunidade