- Um estudo da Universidade Federal de São Paulo analisou 298 trabalhos e concluiu que 45,8% dos ambientes aquáticos do mundo estão sujos ou muito sujos, segundo a escala Clean Coast Index (CCI).
- No Brasil, 30% dos ambientes aquáticos caem nas categorias “sujo” ou “muito sujo”, abaixo da média mundial, com variações entre áreas urbanas e não urbanas.
- A maior parte do lixo é de apenas dois tipos: plástico, que representa 68% dos fragmentos, e bitucas de cigarro, 11%.
- A limpeza pública em praias urbanas pode reduzir o CCI localmente, mas manguezais tendem a reter mais lixo, tornando o cenário complexo.
- Para reduzir detritos, os autores defendem mudança de itens tradicionais (substituição) e destacam resistência da indústria do plástico; discutem ainda banir filtros de cigarro.
Metade dos ambientes aquáticos do planeta está contaminada por lixo, segundo um estudo que analisou 298 pesquisas. Os pesquisadores da Unifesp, entre eles Ítalo Braga de Castro e Victor Vasques Ribeiro, apresentam a conclusão em escala global. O trabalho utiliza a Clean Coast Index para classificar sucção ambiental, variando de muito limpo a extremamente sujo.
O estudo aponta que 45,8% dos ambientes aquáticos estão entre essas categorias. A métrica considera a densidade de itens por metro quadrado, o que pode subestimar áreas com muitos detritos. Os autores destacam a necessidade de atualizar o índice para refletir dados mais recentes e locais.
Composição do lixo
A maior parte do lixo global é plástico, correspondendo a 68% dos fragmentos, seguido por bitucas de cigarro, com 11%. A cadeia produtiva do plástico e hábitos de descarte ajudam a explicar a dominância desses itens. O estudo sugere medidas de substituição gradual e maior responsabilidade ao longo da cadeia de consumo.
Situação no Brasil
No Brasil, 30% dos ambientes são classificados como sujos ou muito sujos, abaixo da média mundial. A presença de manguezais, que retêm lixo, é um fator relevante para essa formação. Em praias urbanas, ações de limpeza pública podem ter reduzido o CCI, mas a dinâmica varia conforme a localidade.
Caminhos para reduzir
Os autores defendem conscientização como ponto de partida, mas ressaltam que mudanças estruturais são necessárias. A substituição de itens de uso único é mencionada como medida de longo prazo, ainda que encontre resistência de setores industriais. Também é discutida a possibilidade de banir filtros de cigarros para reduzir as bitucas.
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