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Incêndios na Victoria empurram espécies ameaçadas ao limite

Incêndios em Victoria destroem habitats de espécies ameaçadas, com menos de 200 bristlebirds restantes e plantas potencialmente extintas

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
Victoria’s environment department has deployed wildlife teams to assess affected animals but a full picture of the devastation has yet to emerge.
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  • Incêndios em Victoria destruíram habitats críticos de espécies, incluindo o eastern bristlebird e dingos, dificultando avaliações e resgates de vida selvagem.
  • Próximo de Mallacoota, em Howe Flat, cerca de sessenta por cento do habitat do eastern bristlebird foi queimado, com a população estimada em menos de duzentos indivíduos.
  • O departamento ambiental informou que, com as queimadas ativas, ainda não houve missão de resgate emergencial; após a área ser considerada segura, serão levantados dados e tomadas medidas de proteção.
  • Animais que vivem em cavidades, como greater gliders, estão entre os mais vulneráveis, pois não conseguem fugir como aves e ficam expostos a predadores e à escassez de alimento.
  • Foram instalados pontos de água temporários no Parque Wyperfeld para reduzir deslocamentos de vida silvestre para propriedades privadas; há também preocupações com plantas ameaçadas, como o southern shepherd’s purse, possivelmente extinta.

As queimadas em Victoria continuam a dificultar a avaliação e o resgate de fauna. O fogo devastou habitats cruciais para aves e mamíferos, incluindo o gibão eastern bristlebird, e para várias espécies de plantas, com risco de extinção para algumas delas.

Prof Don Driscoll, ecologista da Deakin University, afirma que a população de eastern bristlebirds está sob forte ameaça após as queimadas em Howe Flat, próximas a Mallacoota, queimando aproximadamente 60% de seu habitat. A população do estado soma menos de 200 aves, e as sobreviventes estariam vulneráveis.

A região está com condições de fogo extremas, o que impediu ações de campo imediatas. O Departamento de Meio Ambiente de Victoria planeja mapear os impactos assim que a área for considerada segura, para medir o efeito sobre aves e estabelecer medidas de proteção, como controle de predadores.

Esforços e perspectivas

James Todd, chefe da biodiversidade no órgão, destaca que houve avanços recentes com a translocação de uma população para Wilsons Promontory, visando reduzir o risco de extinção por incêndios. A equipe segue monitorando áreas de vida selvagem com equipes móveis em diferentes zonas afetadas.

Na região noroeste, os incêndios atingiram cerca de 60 mil hectares no parque nacional Wyperfeld, área importante para o dingo e para árvores de nidificação de cacatuas de crista avermelhada, espécies ameaçadas. A contagem de dingos adultos é menor que 80, segundo especialistas.

Plantas sob risco

Prof David Cantrill, do Royal Botanic Gardens Victoria, expressa preocupação com o sul de shepherd’s purse, planta nativa com flores brancas, especialmente após queimadas no Monte Harcourt. Além disso, outro foco é o leito de flores summer leek orchids, dentro de uma reserva de flora cercada por cercas em Monte Lawson.

Os botânicos mantêm a esperança de que raízes e tubérulos sobrevivam no solo, dependendo de condições de temperatura e de chuvas esperadas. Quando as condições melhorarem, equipes devem avaliar danos, coletar sementes e preservar material genético para populações de backup.

Perspectivas ecológicas

Especialistas ressaltam que animais que não conseguem voar ou abrigar-se facilmente enfrentam riscos maiores após o incêndio, principalmente mamíferos que perdem cavidades de árvores. A crise atual reforça a necessidade de estratégias unificadas para proteger ecossistemas prioritários diante de incêndios mais frequentes e intensos devido às mudanças climáticas.

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