- O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, reconheceu que os resultados da conferência de Belém ficaram abaixo do esperado pelos cientistas e pela sociedade.
- O embaixador destacou progressos diplomáticos, mas afirmou que o desfecho seguiu o padrão de edições anteriores, dificultado pelo contexto geopolítico atual.
- Lago afirmou que continua trabalhando em um documento sobre o fim do uso de combustíveis fósseis, tema que ficou fora do texto final da COP 30.
- A COP 31 terá a Austrália como responsável pelas negociações, com Antália, na Turquia, sediando-a em novembro; o Brasil defende o modelo de “multilateralismo em dois níveis” para ampliar coalizões.
- O presidente da COP 30 planeja avançar nos “mapas do caminho” para o fim do desmatamento ilegal e o cumprimento de metas de financiamento climático definidas na COP 29, realizada em Baku.
O presidente da COP 30, André Corrêa do Lago, reconheceu que os resultados da conferência realizada em Belém, em novembro do ano passado, ficaram abaixo do esperado por cientistas e pela sociedade. O encontro apresentou avanços diplomáticos, mas manteve o padrão das edições anteriores.
Segundo Lago, o contexto geopolítico global dificultou decisões mais ambiciosas e impediu consensos considerados essenciais diante das mudanças climáticas. Ele afirma que o processamento do texto final não atingiu as expectativas de comunidades impactadas.
O intervalo entre as COPs continua a exigir um esforço multilateral. Lago permanecerá na presidência até a COP 31, marcada para novembro em Antália, na Turquia, e trabalha em um documento sobre o fim do uso de combustíveis fósseis, tema sensível e sem prazo definido.
Desafios do consenso
A COP 30 teve progresso diplomático, reconhece o presidente, mas não atende plenamente as demandas de governos e da sociedade civil. O embaixador destaca a necessidade de reunir mais países em coalizões para elevar o nível de compromisso.
A presidência brasileira defende o modelo de “multilateralismo em dois níveis”, em que grupos formem coalizões antes de buscar consenso amplo. Lago cita a ideia de próximos passos por meio de agendas técnicas entre blocos.
Mapas do caminho e finanças
A atuação busca avançar nos chamados “mapas do caminho” para o fim do desmatamento ilegal. Também há foco no cumprimento de metas de financiamento climático definidas na COP 29, realizada em Baku, em 2024.
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