- Sri Lanka se prepara para solicitar apoio do Fundo de Perda e Dano (FRLD) após o ciclone Ditwah, que deixou ao menos 650 mortos e cerca de 200 desaparecidos, com destruição generalizada no país.
- A estimativa do Banco Mundial, por meio do Global Rapid Post-Disaster Damage Estimation, aponta danos diretos de $4,1 bilhões, principalmente em infraestrutura, residências e agricultura.
- O governo iniciou o processo de candidatura, reunindo as áreas relevantes, com a meta de enviar o pedido o quanto antes.
- O FRLD abriu a janela de candidaturas em meados de dezembro, com alocação inicial de cerca de $250 milhões; avaliações formais devem começar em julho de 2026 e liberação pode ocorrer em 2027.
- especialistas alertam que o acesso ao fundo depende de avaliação de atribuição climática, apoio técnico e governança robusta, além de demandarem rapidez no repasse dos recursos aos governos.
Cyclone Ditwah devastou Sri Lanka no fim de novembro, provocando pelo menos 650 mortes, cerca de 200 desaparecidos e destruição generalizada pelo país. O governo já começa a preparar a solicitação de apoio ao novo Fundo para Responder a Perdas e Danos (FRLD). Ativistas ambientais, como Hemantha Withanage, acompanham de perto o processo desde as primeiras mobilizações.
O FRLD foi criado para apoiar países vulneráveis a impactos irreversíveis do clima, como eventos extremos e elevação do nível do mar. A primeira chamada para candidaturas abriu com cerca de 250 milhões de dólares disponíveis. Sri Lanka planeja apresentar a solicitação assim que possível, considerando as perdas diretas estimadas em 4,1 bilhões de dólares.
A avaliação da World Bank Group aponta danos diretos significativos em infraestrutura, habitação, agricultura e serviços públicos. Além dos danos físicos, especialistas enfatizam a necessidade de medir perdas intangíveis, como impactos sociais e culturais. A atribuição climática completa exige análises técnicas e apoio institucional para que parte das perdas seja reconhecida pelo FRLD.
Desafios e perspectivas
Especialistas ressaltam que acessar recursos do FRLD não é simples. Será preciso demonstrar percentuais de danos atribuíveis ao clima, distinguir de variações naturais e contar com suporte técnico. A expectativa é que fundos sejam usados para reconstrução mais resiliente, incluindo infraestrutura hospitalar e redes de água, reduzindo riscos futuros.
Outro ponto destacado é a capacidade institucional. Governos precisam ter governança, transparência e coordenação com autoridades fiscais para viabilizar a liberação de recursos. Quanto mais eficientes forem os mecanismos, maior a probabilidade de apoio imediato às comunidades afetadas.
Embora haja apoio internacional, organizações e ativistas alertam que o FRLD ainda está subfinanciado. Mesmo com compromissos de cerca de 817 milhões de dólares, a soma destinada à primeira chamada é menor do que a necessidade prevista para responder a perdas climáticas crescentes.
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