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Fotos: Principais novas espécies de 2025

Centenas de novas espécies são descritas em 2025, destacando a riqueza global e o risco de extinção causada por atividade humana

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Por Revisado por: Luiz Cesar Pimentel
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  • Marmosa chachapoya, uma nova espécie de marsupial, foi descrita no Peru, em alta altitude, após testes de DNA confirmarem novidade.
  • Nothobranchius sylvaticus, um killifish azul com marcas vermelhas, foi encontrado em brejos sazonais da Floresta Gongoni, no Quênia; representa nova linhagem genética no país.
  • Tessmannia princeps, árvore enorme de Tanzânia, pode ter entre dois mil e três mil anos; há apenas cerca de cem exemplares em duas reservas pequenas.
  • Francis’s sapphire, borboleta de tom azul brilhante, foi identificada em Angola, em áreas de floresta montanhosa ameaçadas.
  • Thismia selangorensis, planta pertencente ao grupo das “luminárias de fadas”, foi descoberta em um ponto de piquenique na Malásia, com menos de vinte plantas registradas e risco crítico de extinção.

Foram descritas em 2025 várias espécies novas em diferentes continentes, destacando a diversidade da vida na Terra. Desde mamíferos diminutos até plantas raras, os descubrimentos ajudam a entender ecossistemas e a necessidade de proteção.

Especialistas apontam que muitos seres ainda não foram catalogados. Estimativas sugerem que apenas uma fração das espécies é conhecida, enquanto atividades humanas e mudanças climáticas colocam em risco seres ainda sem nome.

A pesquisa envolve tanto achados em campo quanto análises genéticas. Em muitos casos, guias locais e povos indígenas ajudam a localizar espécies já reconhecidas pelos moradores da região.

Novidades na fauna

Marmosa chachapoya foi identificada no Peru, em meio a cloud forests dos Andes. A espécie de marsupial foi confirmada por testes de DNA como distinta de outras encontradas na região.

Nothobranchius sylvaticus, novo killifish, foi encontrado em brejos sazonais da Kenya, no Gongoni Forest Reserve. A descoberta evidencia uma linhagem genética única para o país.

Tessmannia princeps, nova árvore da Tanzânia, alcança até 40 m de altura. Pesquisadores estimam idades entre 2.000 e 3.000 anos em exemplares muito raros, encontrados em duas reservas florestais.

Destaques de insetos, peixes e répteis

Francis’s sapphire, a nova borboleta azul da Angola, vive em florestas de altitude e depende de plantas parasitas. A espécie é endêmica da região de Namba Mountains.

Leptophis mystacinus, serpente-do-cerrado brasileiro, apresenta cores verdes e amarelas com faixa negra no focinho. Vive em árvores da Cerrado, área em grave perda ambiental.

Celestus jamesbondi, lagarto da Caribbean, foi batizado em referência ao personagem James Bond. A espécie envolve mais de 35 novas descrições de lagartos caribenhos.

Pristimantis chinguelas, P. nunezcortezi e P. yonke são três rãs descritas no Peru, associadas a áreas de alto risco por desmatamento e queimadas. Constatam-se indícios de endemismo regional.

Fauna marinha e flora rara

Mobula yarae, manta ray do Atlântico, foi reconhecida como terceira espécie de arraia-manta. A identificação utilizou dados genéticos e fotográficos, destacando a vulnerabilidade de áreas costeiras.

Um novo peixe que lembra a guitarra e mais de 850 espécies marinhas foram descritas pelo Ocean Census. O projeto aponta que apenas 10% da vida marinha foi identificada, com 1 milhão a 2 milhões de espécies não documentadas.

Thismia selangorensis, conhecida como fairy lantern, é uma planta sem clorofila encontrada em um sítio de piquenique na Malásia. Trata-se de uma espécie criticamente ameaçada por habitat restrito.

Observações e impactos

Especialistas ressaltam que muitas espécies novas já são conhecidas por comunidades locais antes de serem formalmente descritas. O papel dessas populações locais é visto como crucial para a conservação.

Pesquisadores destacam ainda a importância de proteger habitats frágeis para evitar extinção de espécies recém-descobertas. A documentação científica facilita ações de preservação.

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