- Fogo às controvérsias sobre centros de dados cresce nos EUA, com apoio bipartidário em comunidades locais.
- No segundo trimestre, 20 projetos foram cancelados ou atrasados, envolvendo US$ 98 bilhões em investimentos previstos. Entre março e junho, US$ 24,2 bilhões foram bloqueados e US$ 73,7 bilhões adiados.
- O aumento de projetos ocorreu junto com 43% de alta anual no estoque de grandes centros de dados nas quatro maiores regiões da América do Norte (Virginia do Norte, Chicago, Atlanta e Phoenix).
- Casos específicos incluem Google desistindo de proposta de centro de dados em Indiana; xAI enfrenta possível ação por poluição em Memphis; Meta enfrenta resistência em Richland Parish, Louisiana, com custos de energia e infraestrutura em debate.
- Grupos ambientais e de saúde, liderados pela Food & Water Watch, defendem moratória nacional a novas instalações; governos estaduais avaliam limitar incentivos e tarifas para data centers.
Local fights against new data centers are gaining bipartisan support across the US. Communities frustrated with rising electricity bills and pollution from power plants têm intensificado ações contra projetos, buscando maior accountability dos desenvolvedores.
Relatórios de pesquisa indicam que movimentos locais já bloquearam ou atrasaram investimentos de dezenas de bilhões de dólares em centros de dados. No segundo trimestre de 2025, 20 projetos foram cancelados ou adiados após resistência de moradores, totalizando US$ 98 bilhões em propostas.
A alta de projetos também explica o impulso da oposição. Os quatro maiores mercados de data centers na América do Norte — Northern Virginia, Chicago, Atlanta e Phoenix — registraram crescimento de 43% no primeiro trimestre deste ano, segundo CBRE.
Panorama nacional
Casos de resistência não se limitam a mudanças administrativas. Empresas com planos já em andamento enfrentam ações legais e questionamentos sobre consumo de energia e água. A gigante xAI, por exemplo, pode enfrentar ação movida pela NAACP e pela Southern Environmental Law Center, por controvérsias ambientais envolvendo um data center em Memphis.
Outros projetos ganham contornos regionais. Em Indiana, o Google retirou planos de um data center em Franklin Township após receios sobre consumo de água e energia. A decisão ocorreu antes de o conselho da cidade e condado fechar o processo de rezoneamento, segundo reportagens locais.
Casos em andamento e impactos
Projetos em operação ou em fases finais seguem sob pressão de comunidades. Em Louisiana, o Meta enfrenta críticas em Richland Parish, com ativação de novas plantas a gás para sustentar a demanda do data center. Entidade de utilidade local aponta que os custos deverão ser rateados entre clientes, enquanto a empresa afirma que investimentos trarão melhorias na rede.
Estudos e relatos indicam que o consumo de energia dos data centers pode chegar a 80-100 kW por rack de servidor de AI, com estimativas de crescimento de demanda de energia de 22% até o fim deste ano. Analistas destacam ainda a demanda por água para resfriamento e geração de energia.
Repercussões políticas e ações
Em nível estadual, governos de ambos os espectros partidários avaliam limites para incentivos ou tarifas especiais. Em Dakota do Sul, a rejeição de uma lei de incentivos fiscais levou a pausar planos de um campus de IA de US$ 16 bilhões. Já Virginia, Maryland e Minnesota discutem mecanismos de controle de incentivos e custos de energia para consumidores não relacionados aos data centers.
Grupos ambientais e de saúde, liderados pela Food & Water Watch, pedem moratória nacional para novas instalações. Em resposta, o governo federal tem promovido diretrizes para acelerar o desenvolvimento de IA, com propostas que incluem flexibilização regulatória ambiental.
Considerações finais
Especialistas coincidem que o tema deve permanecer ativo no debate público, especialmente com as eleições de meio de mandato no horizonte. Analistas observam que a oposição pode influenciar o desenho regulatório e as políticas de incentivos para centros de dados nos próximos anos.
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