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Caça furtiva aumenta em áreas do Parque Nacional de Virunga sob ocupação do M23

Conflitos com o M23 na Virunga impulsionam caça ilegal e comércio de fauna, com eco-guardas afastados e monitoramento comprometido

Partial view of a mountain range in Virunga National Park in North Kivu, DRC. Image by MONUSCO/Abel Kavanagh via Wikimédia Commons (CC BY-SA 2.0).
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  • A crise de segurança no leste da República Democrática do Congo aumenta a caça furtiva e o comércio ilegal dentro do Parque Nacional de Virunga, principalmente em áreas ocupadas pelo M23.
  • Eco-guardas abandonaram postos estratégicos desde abril de 2024 por ameaças do M23; Rumangabo permanece sob vigilância do grupo, dificultando patrulhas em várias zonas.
  • Em 2024 houve queda no número de animais e deslocamento de espécies, com gorilas migrando para Ruanda; no dia 11 de março de 2025, um gorila jovem chamado Fazili foi resgatado de uma armadilha.
  • Civis são apontados como cúmplices em algumas áreas, com venda de terras, destruição de cercas elétricas e procriação de caça de carne e fauna silvestre, incluindo gorilas e elefantes.
  • O parque perdeu cerca de 13% de sua área desde o recrudescimento do conflito; autoridades defendem atualização de leis e reforço de proteção, incluindo rede de 110 rastreadores comunitários e monitoramento contínuo.

O Parque Nacional de Virunga enfrenta aumento de caça furtiva nas áreas ocupadas pelo M23, no leste da República Democrática do Congo (RDC). A crise de segurança registra confrontos entre as Forças Armadas da RDC, milícias locais, e o grupo M23, abrindo espaço para tráfico de animais e desmatamento.

Autoridades do parque e moradores dizem que a violência desloca caçadores e facilita atividades ilegais, com cooperação entre grupos armados. Em 11 de março de 2025, autoridades encontraram um jovem gorila preso em uma armadilha para caça.

Situação no parque e impactos

Desde abril de 2024, eco-guardas deixaram posições estratégicas em áreas como Rwindi, Vitshumbi e Nyamusengera, sob ameaça do M23. Rumangabo permanece sob vigilância, mas várias rotas de patrulha ficaram inoperantes.

A degradação de ecossistemas e a migração de animais são mencionadas por membros da ONG CREDHO. Relatos indicam queda de espécies e deslocamento de primatas para áreas vizinhas, inclusive para Uganda, devido ao fogo e risco de caça.

Esforços de conservação

Apesar da insegurança, eco-guardas ainda patrulham partes do parque. Em 2024, foram removidas 46 armadilhas em 8.461 km de monitoramento, com uso de aeronaves e drones em plena atividade.

Entretanto, postos de patrulha fechados reduzem a vigilância sobre populações de animais e cuidado médico. Residentes locais afirmam que a caça ilegal persiste, com caça de elefantes e gorilas mantendo-se como alvo estratégico.

Contexto institucional e legal

A gestão do parque aponta para o envolvimento de civis com grupos armados na exploração ilegal de recursos. Estudos locais indicam necessidade de atualizar leis para refletir a realidade de conflito e manejo participativo entre Estado e atores não estatais.

Especialistas destacam que recursos naturais da RDC sofrem alta demanda externa, alimentando o crime contra a fauna. Relatórios internacionais mencionam aumento da criminalidade relacionada à vida selvagem entre 2015 e 2021, com impactos diversos.

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