- Três ilhas da Nova Zelândia vão entrar no IOCC para remover espécies invasoras e restabelecer a fauna nativa, elevando o total de projetos para vinte até 2030.
- Maukahuka (Auckland) é Patrimônio Mundial da UNESCO e abriga mais de 500 espécies nativas, enfrentando grande escala e condições desafiadoras.
- Rakiura (Stewart) abriga o kiwI pardo; planeja-se reintroduzir o kakāpō após a remoção de invasive como rats e gatos.
- Chatham Island tem mais de 300 espécies ameaçadas e já foi infestado por furões, rats e gatos.
- A iniciativa usa ferramentas como câmeras de trilha, inteligência artificial, cães de conservação e redes de monitoramento, com apoio do governo da Nova Zelândia, povos Māori e Moriori, além de organizações como Island Conservation, Rewild e UC San Diego.
Três ilhas da Nova Zelândia vão se unir a uma iniciativa internacional para erradicar espécies invasoras e restituir a fauna nativa. Maukahuka (Auckland), Rakiura (Stewart) e Chatham Island entram no Island-Ocean Connection Challenge (IOCC), que prevê 20 projetos até 2030 em ecossistemas ilha-oceano.
A meta do IOCC é recuperar 40 áreas de grande importância global até 2030, com foco na restauração de espécies nativas e no equilíbrio dos ecossistemas costeiros. O governo da Nova Zelândia, comunidades Maia e Moriori, e organizações locais apoiam a iniciativa ao lado de parceiros internacionais.
Detalhes das ilhas e objetivos
Maukahuka é Patrimônio Mundial da UNESCO e abriga espécies como o albatraz Gibson’s e o leão-marino da Nova Zelândia, além de aves nativas. A presença de gatos ferais, ratos e porcos reduziu a avifauna local.
Rakiura, terceira maior ilha do país, abriga o tokoeka e outras espécies nativas. Planos incluem reintrodução do kakāpō após a remoção de invasores como rats, gatos ferais, porquinhos-espinhos e faites.
Chatham Island possui mais de 300 espécies ameaçadas ou em risco e sofre com a presença de possums, rats e gatos ferais. Técnicas inovadoras serão usadas para identificar pragas, com monitoramento por câmeras e cães farejadores.
Metodologias e parcerias
A erradicação será realizada com ferramentas tecnológicas, incluindo câmeras de trilha e inteligência artificial para detectar pragas. Especialistas em erradicação empregam cães de conservação, redes de monitoramento por câmeras, túneis de rastreamento e armadilhas ao longo de anos.
O projeto é liderado pela Island Conservation, em parceria com Rewild e UC San Diego, integrando o governo da Nova Zelândia, povos Māori e Moriori, além de organizações locais. O objetivo é devolver às ilhas a “nuvem de vida” pré-histórica e aumentar a resiliência climática.
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