- Caças de krill em alto-mar na Antártida envolvem barcos pesqueiros gigantes competindo pelas mesmas manchas densas de krill que as baleias e pinguins dependem para se alimentar.
- Em dezembro de 2024, quatro navios — dois noruegueses e um chinês — foram vistos praticando a pesca de krill na região, com o navio chinês perto de baleias-jubarte se alimentando.
- A falta de avanço em um plano de manejo do krill, que poderia criar áreas protegidas marinhas e distribuir a pesca, é apontada como uma das razões para o aumento das embarcações no horizonte.
- Baleias, especialmente jubartes, dependem do krill no verão austral para engordar; a pesca ocorre principalmente no verão e pode prejudicar a disponibilidade de alimento.
- Selv, a associação de empresas de krill afirma que não há risco para as baleias, enquanto agências de notícias já reportaram incidentes com baleias feridas ou mortas em redes de krill.
O krill, base da alimentação de quase toda a fauna antártica — pinguins, focas e baleias — é alvo de pesca comercial em alto-mar. Em várias regiões geladas, barcos de pesca buscam esse pequeno crustáceo, com potencial impacto sobre baleias que também dependem do alimento.
Relatos indicam que embarcações extrativistas competem com baleias pelo krill mais abundante, especialmente os cardumes densos. Especialistas afirmam que a competição pode expor cetáceos a riscos de alimentação insuficiente ou deslocamento de áreas de forrageio.
Quem atua envolve navios de diferentes países e equipes de pesquisa observando os efeitos ecológicos. A abordagem de manejo do krill é apontada por cientistas como essencial para reduzir conflitos com predadores, especialmente durante o verão austral.
Contexto e desdobramentos
Em 2023, relatos de navios que realizavam arrasto de krill ocorreram perto de grandes agrupamentos de baleias, suscitando preocupação sobre ferimentos ou competição por alimento. Observações subsequentes indicam aumento na atividade de pesca de krill na região, com barcos de várias nações no horizonte.
Entre as partes envolvidas, comunidades científicas destacam que a ausência de um plano atualizado de manejo do krill agrava a pressão sobre as populações de baleias e sobre as zonas onde o recurso é extraído. Representantes de associações ligadas à pesca defendem a segurança dos navios e a proteção de espécies.
Especialistas ressaltam que a dinâmica anual de baleias e krill é sazonal: as baleias-almotadas, por exemplo, concentram-se na Antártida no verão para se alimentarem, enquanto migram para regiões mais quentes no inverno. A disponibilidade de krill, porém, é sensível a mudanças climáticas e políticas de manejo.
Dados de observação indicam que o aumento de barcos pode coincidir com uma maior pressão sobre áreas de forrageio, elevando a necessidade de monitoramento independente. Analistas apontam que o gadamento de planos de proteção marinha poderia distribuir a pesca de krill de forma mais equilibrada.
Entidades do setor afirmam que a pesca de krill segue critérios de precaução, e que a extração representa uma parcela pequena da biomassa total. No entanto, cientistas ponderam que apenas uma fração do krill é suficiente para sustentar baleias e outras espécies durante períodos críticos.
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