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Águas mais quentes reduzem habitat de krill ao redor da Antártica

Águas mais quentes reduzem o habitat do krill no norte da Antártida; a população recua cerca de 440 quilômetros para o sul desde os anos vinte, podendo alterar a cadeia alimentar

Baby krill living around Antarctica are struggling to cope with rising sea temperatures, new research suggests.
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  • A pesquisa publicada na revista Nature Climate Change aponta que as águas mais quentes no norte do mar de Scotia reduziram a sobrevivência de krill recém-nascidos.
  • As densidades de krill migraram cerca de 440 quilômetros para o sul desde a década de 1920, com grande parte da contração ocorrendo desde os anos 1970.
  • O tamanho médio dos krill adultos aumentou 6 milímetros, o que provavelmente reflete menos jovens disponíveis, não um efeito direto do aquecimento.
  • Mudanças na demografia podem impactar a rede alimentar da região, caso krill maiores passem a nadar mais rápido ou procurem águas mais profundas.
  • Os autores destacam que a gestão conservadora da pesca de krill não aborda a causa central: é necessária ação global contra a mudança climática.

Baby krill no Atlântico Sul enfrentam temperaturas mais altas, reduzindo o habitat ao redor da Antártica. Estudo publicado online em 21 de janeiro na Nature Climate Change aponta queda na sobrevivência de krill no Scotia Sea, região de maior concentração da espécie.

Os pesquisados ​​reuniram dados de comprimento e contagem de krill ao longo de mais de 90 anos, concentrando-se no Scotia Sea, onde Atlântico e Pacífico se encontram. A área abriga a principal fonte de alimento para peixes, pinguins e baleias.

Mudanças no consumo e no ambiente

Os autores destacam que as águas do norte da Scotia Sea aqueceram, com ventos fortes, clima mais ameno e menos gelo, tornando as condições mais hostis aos juvenis. A densidade de krill no norte diminuiu e deslocou-se para o sul.

A partir dos dados, a densidade máxima de krill recuou cerca de 440 quilômetros desde a década de 1920, com a maior parte dessa contração ocorrendo desde os anos 1970. A média de tamanho dos adultos aumentou 6 milímetros no mesmo período.

Consequências ecológicas e pesca

Segundo os pesquisadores, o aumento do tamanho médio pode indicar dificuldade de reposição da população nortista, afetando a rede alimentar local caso os animais maiores passem a skudar maiores velocidades ou migrem para águas mais profundas e frias.

A pesquisa também aponta que a pesca internacional de krill permanece com limites de captura conservadores, ainda sem refletir a localização e o tamanho da população. Em 2018, organizações ambientais relataram disputas entre barcos de pesca e a wildlife na Península Antártica.

Perspectivas e ações

Os autores ressaltam que mudanças na gestão da pesca não explicam sozinhas as alterações na população de krill. Eles defendem que ações globais contra a mudança climática são indispensáveis para mitigar impactos na cadeia alimentar polar.

Angus Atkinson, ecologista marinho do Plymouth Marine Laboratory e coautor, afirma que reunir dados é crucial para entender respostas de espécies-chave a mudanças rápidas no clima.

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