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Conselho de Direitos Humanos aciona MPF por discurso de ódio em alertas falsos da Defesa Civil

Conselho Nacional de Direitos Humanos aciona MPF para apurar discurso de ódio em alertas falsos da Defesa Civil e solicita emissão de contraordem para esclarecer contexto

Mapa das regiões que receberam alertas da Defesa Civil Nacional — Foto: Gabriel Wesley Marques Santos/Arte g1
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  • O Conselho Nacional de Direitos Humanos solicitou ao Ministério Público Federal a abertura de inquérito civil e investigação criminal para apurar discurso de ódio em falsos alertas da Defesa Civil.
  • Os alertas enviados atingiram milhões de celulares na madrugada de sábado e continham a palavra “misantropia”, que significa aversão à humanidade.
  • A representação pede ainda notificação da Defesa Civil para emitir uma mensagem de contraordem, explicando que o disparo não representa posição institucional e que o discurso de ódio viola direitos humanos e é crime.
  • O CNDH afirma que a plataforma de comunicação de massa da Defesa Civil foi usada indevidamente, com potencial de desinformação, insegurança coletiva e pânico social.
  • A Polícia Federal já abriu investigação preliminar para apurar o envio dos alertas, que contestam possível invasão ou ataque hacker ao sistema da Defesa Civil.

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) acionou o Ministério Público Federal (MPF) para apurar discurso de ódio em falsos alertas da Defesa Civil. A representação foi protocolada no Distrito Federal neste sábado (20), após disparos que atingiram milhões de celulares na madrugada. Os alertas traziam a palavra misantropia, termo que designa aversão à humanidade, segundo o CNDH.

O órgão requereu abertura de inquérito civil e investigação criminal para apurar a veiculação de mensagens de ódio via o sistema de comunicação em massa da Defesa Civil. A medida também solicita notificação da Defesa Civil para emitir uma mensagem de contraordem explicando que o disparo anterior não reflete posicionamento institucional e que a apologia ao ódio é crime e viola direitos humanos.

Segundo o CNDH, o uso indevido da plataforma vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional pode ter causado desinformação, insegurança e pânico social. O órgão ressalta o risco de instrumentalização de canais oficiais para disseminação de narrativas extremistas.

Ivana Leal, presidente do CNDH, afirmou que o crescimento do discurso de ódio representa uma ameaça à convivência democrática e que episódios envolvendo canais públicos devem ser tratados com seriedade. A declaração completa ressalta a necessidade de apuração rigorosa e responsabilização.

Assinando a representação, também figura o conselheiro Carlos Nicodemos, do Movimento Nacional de Direitos Humanos, que coordena a relatoria de Enfrentamento ao Discurso de Ódio, Extermismo e Neonazismo no Brasil.

Investigação e desdobramentos

A Polícia Federal já abriu uma investigação preliminar para apurar o envio dos alertas falsos, que teriam sido provocados por invasão ou ataque hacker ao sistema da Defesa Civil. A PF atua para identificar responsáveis, redes de influência e possíveis ligações com conteúdos de ódio.

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