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Joanna Maranhão denuncia xenofobia contra o filho na Alemanha

Joanna Maranhão relata xenofobia contra o filho de seis anos na escola alemã; episódio acende debate sobre racismo e políticas antirracistas

Joanna Maranhão é voz ativa na natação (Foto: Alexandre Loureiro/COB)
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  • Joanna Maranhão, ex-nadadora olímpica, mora em Potsdam com o marido Luciano Corrêa e o filho Caetano, de seis anos.
  • No fim de semana, Caetano assustou-se ao ouvir que poderia ser separado dos pais após um colega dizer que chamaria a polícia para deportar a família.
  • A escola afirmou que abordará o tema com os alunos e reforçará políticas antirracistas; o pai do aluno que proferiu a ofensa seria apoiador do AfD.
  • Para lidar com a situação, Joanna ajudou o filho a levar bolinhos para a sala, incluindo o colega envolvido, e disse à BBC News que a escola pode salvar a criança de atitudes extremistas.
  • O episódio é visto como xenofobia e racismo, já que Caetano não tem o fenótipo considerado “padrão” na Alemanha; a família já enfrentou episódios de racismo anteriormente, na Alemanha e na Bélgica.

Joanna Maranhão, ex-nadadora olímpica brasileira, relatou um caso de xenofobia envolvendo seu filho Caetano, de seis anos, em Potsdam, no leste da Alemanha. O incidente ocorreu no último fim de semana na escola e incluiu ameaça de deportação dos pais, segundo a mãe. A família vive na Alemanha há três anos e meio.

A mãe descreve que a criança ficou muito assustada ao ouvir que poderia ser separada dos pais. A escola prometeu abordar o tema com os alunos e reforçar políticas antirracistas. A professora mencionou que o pai do colega que proferiu a ofensa tem orientação associada a um partido de extrema-direita.

Para enfrentar o episódio, Maranhão incentivou o filho a distribuir bolinhos para a turma, inclusive para o colega envolvido. Em entrevista à BBC News, ela afirmou que a escola pode, nesse contexto, evitar que a criança tenha atitudes preconceituosas no futuro. Ainda há preocupação com as interações entre Caetano e a criança alemã.

Contexto da situação

Maranhão nota que o caso envolve xenofobia e racismo, já que o pai do outro aluno teria ligações com tendências anti-imigração. Ela ressalta que o menino não possui o fenótipo tradicional alemão, o que complica a dinâmica entre as famílias. Luciano Corrêa, marido de Joanna, já enfrentou episódios de discriminação na Alemanha e na Bélgica, onde viveram anteriormente.

Sobre Joanna Maranhão

Entre os maiores nomes da natação brasileira, Maranhão integrou quatro Olimpíadas: Atenas 2004, Pequim 2008, Londres 2012 e Rio 2016. Seu melhor resultado foi o quinto lugar nos 400m medley em Atenas. Além de conquistas, tornou-se voz pública na luta contra abusos e pedofilia, inspirando leis e ações de direitos humanos no esporte.

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